EUA avaliam ação militar em novo país, elevando para 8 as nações atacadas por Trump

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O governo de Donald Trump avalia realizar uma operação militar no Mali contra o Jama’at Nusrat al-Islam wal-Muslimin (JNIM), grupo extremista ligado à Al-Qaeda. A informação foi revelada pelo jornal norte-americano “The Washington Post”. Apontado como a organização mais bem armada da região do Sahel, o JNIM promoveu ataques coordenados em várias partes do país e chegou a atuar na capital, Bamako. A medida, no entanto, ainda não é um consenso no governo dos EUA.

Se a ofensiva for confirmada, o Mali se tornará o oitavo país atacado pelos Estados Unidos durante o segundo mandato de Trump, iniciado em janeiro de 2025.

Entre março e maio de 2025, os EUA conduziram uma operação militar em grande escala no Iêmen. Os bombardeios atingiram a capital, Sanaa, e áreas portuárias, deixando dezenas de mortos. A ação foi uma retaliação aos ataques dos Houthis contra navios comerciais no Mar Vermelho — investidas que o grupo rebelde realizava em apoio ao Hamas na Faixa de Gaza. Em maio, Trump anunciou um cessar-fogo com a organização.

Irã: conflito aberto e programa nuclear

EUA e Irã entraram em confronto direto em 28 de fevereiro, após bombardeios conjuntos entre forças americanas e israelenses matarem a alta cúpula do governo iraniano, incluindo o líder supremo Ali Khamenei. O conflito atravessou fases de escalada, trégua e a assinatura de um acordo preliminar, até ser retomado com força em julho. Antes disso, em junho de 2025, o Exército americano já havia atacado as instalações nucleares de Fordow, Natanz e Isfahan. A justificativa de Washington é impedir que Teerã desenvolva armas atômicas.

Em março de 2025, investidas aéreas de precisão miraram posições do Estado Islâmico (EI) no Iraque. A operação antiterrorista, realizada com apoio da inteligência iraquiana, resultou na morte de Abu Khadijah, um dos principais líderes da organização extremista no mundo.

Ações contra o Estado Islâmico também alcançaram a Nigéria em dezembro de 2025, em resposta a atentados promovidos pelo grupo contra populações cristãs no noroeste do país. Posteriormente, em maio de 2026, uma operação conjunta entre forças especiais americanas e o Exército nigeriano culminou na morte de Abu-Bilal al-Minuki, apontado como o número dois na hierarquia do EI.

Síria: sucessivas ondas de ataques

A Síria foi alvo de múltiplos bombardeios americanos. Em dezembro de 2025, uma ofensiva de grande proporção atacou posições do EI em resposta à morte de dois soldados e um civil americano em Palmira. No mês seguinte, em janeiro de 2026, novos ataques cobriram o território sírio em cooperação com forças locais. Já em junho do mesmo ano, uma nova investida provocou a morte de Ali Husayn al-‘Ulaywi, líder do grupo extremista no noroeste do país.

Na Somália, o governo Trump intensificou os ataques operacionais a partir de fevereiro de 2025. Desde então, foram registrados cerca de 200 bombardeios contra integrantes do Al-Shabaab, da Al-Qaeda e do braço local do EI. Ações desse tipo na região seguem uma prática adotada pelas administrações americanas desde a década de 1990.

Venezuela: captura de Nicolás Maduro

A intervenção na Venezuela figurou entre as ações de maior repercussão do governo americano. Em uma operação noturna em Caracas, forças dos EUA capturaram o ditador Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. A ação contou com bombardeios pontuais na capital para dar suporte à equipe de extração, deixando mortos no local. Após a operação, os EUA assumiram o controle da gestão em Caracas e transferiram Maduro e Cilia para Nova York, onde aguardam julgamento por tráfico de drogas programado para 2027.

 Foto: XNY/Star Max/GC Images.

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