EUA ameaçam retomar ações militares contra o Irã enquanto Israel se recusa a deixar o Líbano

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O governo dos Estados Unidos alertou que está pronto para retomar operações militares e aplicar um bloqueio severo contra o Irã caso o país descumpra os termos do acordo recém-firmado com Washington. A declaração foi feita pelo secretário de Defesa norte-americano, Pete Hegseth, durante coletiva de imprensa em Bruxelas, logo após uma reunião com ministros da Defesa da OTAN. De acordo com o chefe do Pentágono, o presidente Donald Trump deixou claro que as negociações só avançarão se Teerã respeitar integralmente o cronograma estabelecido, caso contrário, as sanções e a pressão militar serão restabelecidas de forma intransponível.

As tensões ganham um novo capítulo com a revelação de um memorando de entendimento assinado entre os EUA e o Irã, que prevê o encerramento de todas as hostilidades em território libanês. No entanto, o pacto bilateral não contou com a participação de Israel, o que já gera os primeiros impasses práticos na região e expõe divergências públicas entre a Casa Branca e o governo israelense.

Resposta de Israel e impasse no Líbano

Em resposta direta ao cenário de negociações e às críticas recentes do presidente Donald Trump — que classificou a ofensiva israelense contra o Hezbollah como excessivamente agressiva —, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu garantiu que as tropas de Israel não deixarão o sul do Líbano. Durante uma cerimônia oficial na Rota 60, o premiê enfatizou que a manutenção da zona de segurança na fronteira norte é inegociável enquanto houver riscos à segurança do país. Para Netanyahu, a permanência das Forças de Defesa de Israel (IDF) na região é a única garantia para restaurar a estabilidade e permitir o retorno dos cidadãos às cidades do norte.

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A insistência de Tel Aviv em manter o controle territorial choca-se frontalmente com as exigências do Irã, que condiciona a eficácia do acordo com os americanos à retirada total das forças israelenses. Um alto funcionário do governo de Israel confirmou que o país conduz tratativas complexas e difíceis com os EUA para tentar alinhar a situação estratégica no Líbano. Para selar a postura de resistência ao recuo, as IDF publicaram um mapa atualizado da zona de segurança, reiterando formalmente que nenhuma desocupação militar está prevista para o momento atual.

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