Eduardo Bolsonaro leva ofensiva contra o STF a Washington e busca novas sanções dos Estados Unidos
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o influenciador Paulo Figueiredo iniciam nesta quarta-feira uma série de articulações políticas com representantes do governo Donald Trump, em Washington D.C. A movimentação ocorre logo após o Supremo Tribunal Federal (STF) suspender temporariamente o julgamento sobre o ministro Alexandre de Moraes.
As primeiras agendas da dupla no território americano acontecem no Departamento de Estado, com novos encontros oficiais agendados para esta quinta-feira com membros da Casa Branca.
Estratégia e pedido de sanções
O principal propósito da viagem é detalhar às autoridades dos Estados Unidos o cenário da sessão na Suprema Corte brasileira e solicitar investigações formais contra o ministro no chamado Caso Master. O julgamento atual foi interrompido na Corte após um pedido de vista apresentado pelo ministro Flávio Dino.
Com o adiamento, o grupo busca persuadir o governo norte-americano a reativar as sanções da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes, além de tentar incluir o ministro Flávio Dino na relação de autoridades punidas. Aliados do ex-parlamentar avaliam que a pausa no andamento do processo brasileiro abriu uma janela propícia para a pressão externa.
Contexto e cautela diplomática
Alexandre de Moraes já havia sido alvo da mesma legislação restritiva em 2025, mas as penalidades impostas pelos Estados Unidos acabaram sendo revertidas após articulações de empresários e de representantes do governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
Apesar da investida dos brasileiros, membros da administração de Donald Trump mantêm uma postura de cautela em relação ao tema. O principal receio em Washington é que a aplicação de sanções antes do período eleitoral no Brasil termine por fortalecer o atual presidente, alimentando o discurso político de defesa da soberania nacional.