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Flávio Bolsonaro defende pragmatismo com a China e rejeita alinhamento ideológico na política externa

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O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, defendeu a manutenção de uma postura pragmática na condução das diretrizes econômicas e comerciais do Brasil com a China, caso venha a vencer a disputa eleitoral. Em discurso proferido nesta segunda-feira (21) durante comício realizado em Natal, no Rio Grande do Norte, o atual senador ponderou que a diplomacia de sua eventual gestão não deve se condicionar a alinhamentos ideológicos, devendo focar prioritariamente nos interesses estratégicos e no desenvolvimento nacional.

O parlamentar contrapôs sua visão à atual condução da política externa sob a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, argumentando que o país precisa manter equidistância e diálogo com as grandes potências mundiais. Na avaliação de Flávio Bolsonaro, a diplomacia brasileira deve priorizar acordos que resultem em atração de capital produtivo, investimentos em infraestrutura e transferência de tecnologia, independentemente de preferências geopolíticas no cenário internacional.

Críticas ao atual governo e expectativas de investimentos

Durante a agenda no Nordeste, o candidato reforçou que parcerias com nações como Estados Unidos, China, Israel ou países do Oriente Médio serão pautadas por contrapartidas concretas para o mercado interno. Flávio afirmou ainda que uma eventual transição no Palácio do Planalto sinalizaria maior estabilidade ao capital financeiro internacional, sustentando que investidores externos aguardam mudanças de diretriz no Executivo para expandir o aporte de recursos no país.

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O peso da China na balança comercial brasileira

As declarações ocorrem em meio à posição consolidada de Pequim como o maior parceiro comercial de Brasília. Dados oficiais do governo federal referentes aos primeiros oito meses do ano apontam que as trocas comerciais com os chineses mantêm volume expressivo no comércio exterior brasileiro, com forte peso no escoamento de commodities essenciais para a pauta exportadora nacional, como soja, minério de ferro e petróleo.

 Divulgação/Vittor Sales

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