“Desmanchou tudo”: força de tornado surpreende morador e destrói residência no RS; vídeos

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Um morador de Pedro Osório, município localizado no Sul do Rio Grande do Sul, teve a residência completamente destruída pela passagem de um tornado na última quinta-feira (6). Leonardo Hepp Ferreira, que atua como pecuarista e diretor de Agricultura da prefeitura, estava fora da propriedade no momento em que o temporal atingiu a região e só conseguiu dimensionar a gravidade dos estragos ao retornar ao local, situado na localidade da Vila Matarazzo.

Conforme relato de Ferreira, ele havia saído para trabalhar durante a tarde e percebeu o início da tempestade já na área urbana da cidade, quando passou a receber mensagens de alerta sobre um tornado na zona rural. O morador soube da destruição inicial por meio de vídeos gravados por pessoas que passavam de carro pela estrada durante o fenômeno. Ao retornar assim que as condições meteorológicas melhoraram, ele deparou-se com o fim total da estrutura, descrevendo o cenário como uma zona de guerra onde não restou absolutamente nada da construção.

Confirmação meteorológica

A ocorrência do tornado foi oficialmente confirmada pela Climatempo Meteorologia, com base em dados fornecidos pela Defesa Civil do Estado, sendo este o segundo fenômeno do tipo registrado no Rio Grande do Sul em um intervalo de duas semanas. Até o momento da publicação, não há registros de feridos no município, embora oito cidades no total tenham reportado danos associados à instabilidade gerada por uma frente fria ligada a um ciclone extratropical no oceano.

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Corredor de tornados

O estado gaúcho está situado no chamado corredor de tornados da América do Sul, apontado como uma das áreas mais propensas no mundo para a formação desses eventos climáticos, atrás apenas dos Estados Unidos. O fenômeno ocorre devido ao choque entre o ar quente e úmido procedente da Amazônia e as massas de ar frio que avançam do sul do continente, gerando correntes ascendentes giratórias conhecidas como supercélulas, capazes de produzir rajadas de vento intensas e colunas de ar rotativas que tocam o solo.

Foto: Ricardo Stuckert/PR e Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

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