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Cidade de Cascavel, PR discute “nuvem” de gafanhotos

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Chance de chegada da praga é quase nula, mas entidades se reuniram para discutir possíveis ações e medidas preventiva

Entidades do setor agropecuário de Cascavel reuniram-se hoje (29), na Prefeitura de Cascavel, para discutir a já famosa nuvem de gafanhotos que tem causado grandes prejuízos aos agricultores argentinos. A reunião foi realizada a pedido do prefeito de Cascavel, Leonaldo Paranhos. Representantes da Seab (Secretaria de Abastecimento e Agricultura), Apepa (Associação de Planejamento Agropecuário do Paraná), Areac (Associação Regional dos Engenheiros Agrônomos de Cascavel), IDR-Paraná e do Sindicato Rural de Cascavel estiveram presentes. “Não é uma ameaça hoje para nós e podemos ficar tranquilos. No entanto, precisamos estar prontos caso eles venham para cá”, disse Paulo Orso, presidente do sindicato.

O prefeito Leonaldo Paranhos e o secretário de Agricultura Renato Segalla participaram do encontro. Segundo Braulio Santos, professor aposentado de entomologia da UFPR (Universidade Federal do Paraná), essa nuvem é formada por três fatores: aumento de temperatura, baixa umidade e pouca oferta de comida. “Dessa forma essas grandes nuvens são formadas e têm esse comportamento migratório. No entanto, é preciso entender que, logicamente que em proporções menores, nuvens de gafanhotos já atacam as regiões que tem sido vítimas até agora”, comentou.

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Outro ponto destacado pelo entomologista, para alívio dos agricultores do Oeste do Paraná, é que as condições climáticas atuais de frio praticamente impossibilitam a vinda dos gafanhotos para cá.

Cesar Veronese, presidente da Areac, destacou também que a população pode ficar tranquila. “É importante informar que a nuvem só ataca lavouras e não pessoas. Além disso, eles não transmitem nenhuma doença”, comentou.

Orso reforçou que a reunião, em caráter preventivo, serviu também para informar as autoridades locais e discutir possíveis ações e medidas preventivas, além de desmentir inverdades citadas sobre as possíveis causas desse fenômeno. “Em alguns locais vimos que afirmaram que os agrotóxicos são os causadores dessa nuvem de gafanhotos. Isso é uma mentira descabida”, concluiu

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