Carlos Viana articula criação de CPI no Senado para investigar Lulinha

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O senador Carlos Viana (PSD-MG) divulgou a intenção de formalizar um pedido para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado Federal. O objetivo do colegiado será apurar a conduta de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Por meio de suas plataformas digitais, o parlamentar mineiro informou que já deu início aos contatos políticos para reunir as 27 assinaturas de senadores exigidas pelo regimento interno para a instalação dos trabalhos, aproveitando para convocar a população a cobrar o apoio dos parlamentares de suas respectivas regiões.

Foco das apurações e histórico político

De acordo com as declarações do senador, a comissão visa trazer transparência sobre o suposto envolvimento de Lulinha em casos que figuram em inquéritos da Polícia Federal. Viana questionou o alcance da influência do investigado dentro da estrutura do governo federal, o tipo de interesses que teriam sido intermediados e o real nível de participação nesses episódios. Ele associou a nova empreitada à sua postura anterior na presidência da CPMI do INSS, destacando que manterá o mesmo rigor no combate a figuras influentes do cenário político nacional.

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A manifestação do parlamentar coincide com o posicionamento da Procuradoria-Geral da República (PGR), que solicitou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a remessa de uma das apurações contra Lulinha para a Primeira Instância da Justiça. A PGR argumentou que a ausência de investigados com foro privilegiado não justifica a manutenção do processo na Suprema Corte. Trata-se de uma investigação sobre suposto tráfico de influência envolvendo tentativas de negociação de medicamentos derivados de canabidiol junto ao Ministério da Saúde.

Inquéritos no STF e defesa do rigor da lei

Atualmente, o filho do chefe do Executivo é objeto de três procedimentos investigativos em tramitação no STF, divididos sob a relatoria dos ministros André Mendonça e Flávio Dino, todos voltados a averiguar possíveis intermediações indevidas em órgãos da administração pública. Viana reiterou que a CPI buscará esclarecimentos detalhados sobre as conexões entre o investigado, agentes públicos e o setor privado, sustentando a premissa de que o parentesco com o presidente da República não concede imunidade legal a nenhum cidadão.

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