Brasil enfrenta primeiro ciclone do ano com rajadas intensas e alerta para tempestades em vários estados

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O Brasil se prepara para a chegada do primeiro ciclone extratropical de 2026, com previsão de formação entre este sábado (10) e domingo (11). Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o fenômeno terá como epicentro inicial o Uruguai, mas seus impactos serão sentidos com força na Região Sul do país.

A expectativa é de que as rajadas de vento mais intensas, que podem atingir a marca dos 70 km/h, ocorram durante as tardes do fim de semana, afetando também o litoral sul e a região metropolitana de São Paulo.

Intensidade moderada e riscos de tempo severo

Embora seja classificado como um sistema de intensidade moderada, o ciclone exige atenção devido ao potencial de danos. A meteorologista Tatyane ressalta que a força do evento é medida pela variação da pressão atmosférica e pela velocidade dos ventos na superfície. Entre os dias 10 e 11, o cenário climático será marcado por uma combinação perigosa de chuvas volumosas, granizo e tempestades severas.

Especialistas explicam que, por ocorrer no verão, o fenômeno é alimentado pelo calor e pela umidade, sendo uma característica comum nesta época do ano, especialmente no Sul do Brasil, área favorável à formação desses sistemas.

De acordo com Isadora Pierdoná, meteorologista da METOS, este ciclone apresenta características típicas da estação, contando com uma menor massa de ar frio do que os sistemas observados no inverno. Mesmo com essa característica, a especialista alerta para a possibilidade de tempo severo, com acumulados de chuva que podem chegar a 100 mm em pontos isolados, principalmente no centro e sul do Rio Grande do Sul. Na maior parte das áreas atingidas, os ventos devem oscilar entre 50 e 70 km/h, com picos mais elevados no extremo sul gaúcho.

Trajetória do sistema e deslocamento para o oceano

A organização do centro de baixa pressão tem início previsto para sexta-feira (09), na fronteira entre a Argentina e o Rio Grande do Sul. No sábado, o sistema ganha corpo entre o noroeste uruguaio e a região da Campanha. Já no domingo, o ciclone começa a se deslocar em direção ao Oceano Atlântico, posicionando-se entre a costa argentina e o litoral gaúcho antes de iniciar seu afastamento definitivo da costa brasileira.

Impactos em Santa Catarina, Paraná e São Paulo

À medida que o ciclone avança, uma frente fria associada ao sistema levará instabilidade para Santa Catarina e Paraná. A tendência é que as chuvas mais severas comecem pelo Rio Grande do Sul e migrem gradualmente para o norte.

Até o dia 13, o sistema deve perder força sobre o continente, deixando apenas chuvas residuais em estados como Mato Grosso do Sul e São Paulo. No litoral paulista, o principal efeito será indireto, manifestando-se por meio de rajadas de vento, enquanto o oeste catarinense e paranaense deve registrar uma queda acentuada nas temperaturas após a passagem da frente fria.

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