Astrônomos descobrem o maior asteroide de rotação ultrarrápida da história e intrigam a ciência

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Uma equipe internacional de pesquisadores liderada por cientistas da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, identificou o maior asteroide de rotação ultrarrápida já registrado na história da astronomia. A descoberta, divulgada recentemente pelo portal Phys.org, traz à tona um objeto celeste que desafia os limites físicos conhecidos para corpos rochosos de grande porte no Sistema Solar.

O enigma do gigante giratório

O corpo celeste em questão foi catalogado sob a designação 491384. Com um diâmetro impressionante de aproximadamente 2,53 quilômetros, ele completa uma volta completa em torno do próprio eixo em apenas 4,18 minutos. Essa característica o torna extremamente incomum.

Na comunidade científica, é amplamente aceito que a maioria dos asteroides de grande porte funciona como verdadeiros “aglomerados de escombros” — estruturas formadas por acúmulos soltos de rocha mantidos unidos apenas por uma força gravitacional muito fraca. Consequentemente, se esses corpos girassem em alta velocidade, a força centrífuga faria com que se desintegrassem rapidamente.

É por essa razão que asteroides com mais de 150 metros de diâmetro quase nunca giram em um intervalo inferior a 2,2 horas, um limite físico consagrado na literatura científica como a “barreira de rotação”. No entanto, de acordo com um estudo publicado no servidor de pré-impressão arXiv, o asteroide 491384 ultrapassa essa marca por uma margem drástica. Os pesquisadores apontam que ele certamente possui uma resistência interna significativa, comportando-se muito mais como uma rocha sólida e coesa do que como um amontoado instável de detritos espaciais.

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Para realizar a detecção, a equipe de pesquisadores desenvolveu um algoritmo de software inovador. A ferramenta foi projetada para analisar medições detalhadas de brilho capturadas pelo Observatório Vera C. Rubin, localizado no Chile, filtrando com precisão os dados imprecisos ou não confiáveis.

Ao aplicar esse sistema a um conjunto de 9.417 asteroides, o programa foi capaz de isolar 66 fortes candidatos a rotadores super-rápidos. Entre eles, destacam-se dois objetos com mais de 2 quilômetros de extensão que completam uma rotação completa a cada cinco minutos aproximadamente.

De acordo com os autores do estudo, com a implementação de aprimoramentos futuros, essa metodologia poderá automatizar o monitoramento de asteroides em larga escala. Isso proporcionará aos cientistas uma visão muito mais detalhada da estrutura interna desses corpos celestes, o que pode forçar uma revisão profunda nas teorias atuais sobre a formação e a evolução dos asteroides em nosso sistema planetário.

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