Asteroide destruidor de cidades: risco de impacto na Lua dispara

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O asteroide 2024 YR4, anteriormente considerado uma ameaça à Terra, está gerando nova apreensão na comunidade científica devido a um risco significativamente maior de impacto com a Lua nos próximos anos, conforme reportado pela revista New Scientist.

A preocupação intensificou-se em junho passado, quando a NASA elevou a probabilidade de colisão deste objeto – apelidado de “assassino de cidades” – com nosso satélite natural em dezembro de 2032, passando de 3,8% para 4,3%. Um evento de impacto lunar poderia desencadear uma chuva de meteoritos lunares em direção à Terra, pondo em risco satélites essenciais em órbita.

Urgência na observação e falta de ação

Apesar de o risco apresentado pelo 2024 YR4 ser o mais alto entre todos os asteroides conhecidos, a New Scientist aponta que a incerteza é elevada e nenhuma agência espacial tomou medidas concretas.

A NASA já explorou possíveis estratégias de desvio, incluindo a detonação de uma bomba nuclear nas proximidades do objeto.

Com aproximadamente 60 metros de diâmetro, o asteroide está atualmente oculto dos telescópios terrestres, impedindo o estudo de sua trajetória até 2028.

A única oportunidade de observação antes disso será através do Telescópio Espacial James Webb (JWST), em breves janelas nos dias 18 e 26 de fevereiro do próximo ano.

O pesquisador Andrew Rivkin, da Universidade Johns Hopkins, enfatiza que essa observação do JWST será a última chance para uma decisão sobre a necessidade de uma missão de desvio.

Cenários de risco futuro

Rivkin e sua equipe calcularam como os dados do JWST podem refinar a trajetória do asteroide:

Há 80% de chance de a probabilidade de impacto com a Lua cair para menos de 1%.No entanto, há também 5% de chance de o risco disparar para mais de 30%.

Rivkin salienta que, embora o JWST possa ter uma nova oportunidade de observação em 2027, isso reduzirá drasticamente o tempo disponível para uma intervenção. O cientista destaca que estender a defesa planetária à Lua é um território novo, e diferentes entidades – como empresas com grande número de satélites – podem ter “incentivos para pressionar” por ações de mitigação.

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