André Mendonça se reúne com AGU e Ministério da Justiça para estancar atrito com a Polícia Federal
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), reuniu-se nesta quinta-feira (6) com o ministro da Justiça, Wellington Silva, e o advogado-geral da União, Jorge Messias. A agenda de urgência foi convocada para tentar conter o desgaste institucional entre o gabinete do magistrado e a Polícia Federal (PF). O movimento ocorreu momentos antes de os 27 superintendentes regionais da corporação publicarem uma nota oficial em apoio ao diretor-geral, Andrei Rodrigues, evidenciando o clima de forte atrito na condução de inquéritos criminais.
A escalada no conflito teve como gatilho os desdobramentos do chamado “caso INSS”. A relação entre a PF e o STF estremeceu após os investigadores solicitarem a abertura de apurações voltadas a Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente da República. A corporação busca apurar suspeitas de corrupção e tráfico de influência em contratos firmados com a Dataprev e com o Ministério da Saúde.
Mendonça centraliza relatorias de inquéritos sensíveis no Supremo
Paralelamente, o ministro André Mendonça passou a concentrar grande poder sobre investigações de alto impacto na Corte. Além de já liderar o inquérito sobre as fraudes no INSS, Mendonça assumiu em fevereiro a relatoria do caso envolvendo o Banco Master, antes sob o comando do ministro Dias Toffoli. A troca ocorreu após relatório enviado ao STF indicar menções a Toffoli extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro.