André Mendonça cobra Fachin sobre o rumo das investigações do Master e do INSS
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou um ofício ao presidente da Corte, Edson Fachin, para cobrar uma definição sobre o andamento dos processos das operações Compliance Zero — que investiga suspeitas envolvendo o Banco Master — e Sem Desconto, focada em fraudes contra beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). No documento enviado em 25 de setembro de 2026, o magistrado aponta que os autos continuam sob a guarda da Presidência desde a determinação de transferência emitida por Fachin em 12 de setembro.
Conflito de competência e trava em gabinetes
Apesar de manter formalmente a relatoria das investigações, Mendonça relata que a custódia física dos autos pela Presidência impede que sua equipe tome qualquer decisão nos casos. A situação tem gerado transtornos operacionais e cobranças constantes de advogados, que continuam protocolando petições em seu gabinete. As defesas justificam as procuras afirmando terem recebido orientações da própria Presidência do STF de que a relatoria original não foi alterada, criando um cenário de impasse que paralisa a análise de requerimentos urgentes de investigados.
Busca por solução institucional
Diante da impossibilidade prática de despachar, Mendonça optou por comunicar formalmente o entrave institucional, deixando em aberto a decisão final sobre o destino das investigações. Sem exigir um desfecho específico, o ministro pede que a Presidência avalie o encaminhamento mais adequado para o caso, com forte expectativa para a devolução formal dos autos ao seu gabinete para que a tramitação regular dos processos seja retomada.