Ameaça de míssil contra o Air Force One faz inteligência dos EUA retirar Donald Trump em segredo

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou ter realizado uma troca secreta de aeronave ao deixar a cúpula da OTAN, realizada em Ancara, na Turquia. A manobra de emergência foi motivada por alertas de segurança emitidos pelos serviços de inteligência e pelas forças militares americanas, que identificaram uma ameaça crível de míssil por parte do Irã contra o voo presidencial. Relatórios indicaram que suspeitos portando mísseis portáteis teriam sido mapeados nas proximidades do evento internacional.

A estratégia de despiste no aeroporto

Para simular a partida habitual, Trump subiu publicamente a bordo do Air Force One sob o olhar das câmeras de televisão. No entanto, logo após o embarque, o presidente foi retirado clandestinamente da aeronave por meio de um caminhão de catering acoplado na lateral oposta do avião. Ele foi conduzido em segredo até um avião militar secundário, um modelo C-32A menor, frequentemente utilizado pelo vice-presidente. Enquanto o C-32A partiu sob o código de chamada militar “Reach 18”, a aeronave original manteve a identificação “AF1” para consolidar o despiste.

A operação envolveu deixar membros do alto escalão do governo, funcionários da Casa Branca e jornalistas a bordo do avião original sem o conhecimento da ausência do presidente. Entre as autoridades mantidas na aeronave primária estavam o Secretário de Estado, Marco Rubio, e o Secretário do Tesouro, Scott Bessent, acompanhados pelo Secretário de Defesa, Pete Hegseth, que embarcou separadamente no avião secundário para manter as aparências. Durante o trajeto, os jornalistas foram orientados a manter as persianas das janelas fechadas por razões de segurança, ignorando que o presidente não estava no voo.

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Retorno aos Estados Unidos e repercussão

A rota de retorno incluiu uma parada técnica no Reino Unido, onde Trump transferiu-se novamente em segredo de volta ao jato presidencial, desembarcando perante a imprensa como se tivesse cumprido todo o trajeto na mesma aeronave. Questionado posteriormente sobre os riscos impostos aos passageiros do avião de isca, Trump declarou que cumpriu estritamente as ordens do Serviço Secreto e ponderou que o jato em que embarcou inicialmente poderia representar um risco ainda maior de ataque. A condução do episódio gerou críticas de entidades como o Comitê para a Proteção dos Jornalistas, que enfatizou a responsabilidade governamental de não expor profissionais de imprensa a riscos de segurança sem o devido consentimento informado.

Foto: Ricardo Stuckert/PR e Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

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