Ameaça biológica: cientistas tentam contrabandear uma vasta coleção de vírus perigosos para os EUA
Dois pesquisadores vinculados aos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) foram formalmente denunciados por conspiração para contrabandear amostras de varíola dos macacos para o território norte-americano. Conforme comunicado oficial emitido pelo Gabinete do Procurador dos Estados Unidos na última terça-feira, a dupla também responderá por prestar declarações falsas às autoridades competentes durante o processo de entrada no país.
O incidente no Aeroporto de Detroit
O caso teve início em 25 de janeiro de 2026, quando os cientistas Vincent Munster e Claude Kwe, profissionais lotados em um laboratório de nível de biossegurança 4, desembarcaram no Aeroporto Metropolitano de Detroit. Os pesquisadores retornavam de uma viagem a Brazzaville, na República Democrática do Congo, região que enfrentava um surto ativo da doença. Durante a inspeção de rotina, agentes da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) localizaram uma maleta de cor preta na bagagem da dupla, contendo 113 frascos acondicionados em recipientes térmicos de poliestireno.
Desdobramentos da investigação e implicações legais
Uma análise minuciosa conduzida pelo FBI e pela CBP confirmou o teor do material transportado. Entre os itens apreendidos, foram identificados 17 frascos com vírus da varíola dos macacos inativado, um frasco com a variante convencional do vírus e outros dois contendo DNA humano. A acusação sustenta que os réus agiram de má-fé ao omitir a natureza biológica da carga, afirmando falsamente às autoridades que transportavam apenas equipamentos de diagnóstico. Caso sejam condenados, os cientistas enfrentam uma pena que pode chegar a cinco anos de reclusão.