Eclipse Solar de 2026: Dia vira noite na Europa no primeiro eclipse total em 20 anos e atrai milhões; confira fotos
Um evento astronômico de proporções históricas mobilizou observadores e entusiastas em diversos continentes. O eclipse solar total de 2026 desenhou uma trajetória marcante no Hemisfério Norte, escurecendo os céus e proporcionando um espetáculo raro desde as regiões polares até o sudoeste europeu. No entanto, o fenômeno não foi visto no Brasil nem em outras partes do Hemisfério Sul, ficando restrito às faixas geográficas traçadas pelo alinhamento orbital entre a Terra, a Lua e o Sol.
A faixa de totalidade do eclipse percorreu um caminho singular, iniciando nas proximidades da Sibéria e do Polo Norte, avançando pela Groenlândia e Islândia, até atingir o norte da Espanha e uma pequena porção de Portugal. Em locais privilegiados, como o fiorde de Scoresby Sund na Groenlândia, observadores a bordo de expedições marítimas puderam registrar a coroa solar emergindo por trás da silhueta lunar.
Nas áreas urbanas da Europa Ocidental, o evento foi vivenciado no final da tarde, pouco antes do pôr do sol. Enquanto o norte espanhol experimentou a escuridão total, grandes capitais europeias observaram um eclipse parcial de grande magnitude: Paris atingiu 92% de cobertura do disco solar, Londres 91% e Berlim 85%. O evento representou o primeiro eclipse solar total na Europa continental em duas décadas e o mais expressivo no Reino Unido desde 1999.
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Impacto turístico e mobilização logística
A oportunidade de testemunhar a totalidade atraiu multidões. A Espanha, um dos principais pontos de observação terrestre, estimou a chegada de até 6 milhões de visitantes internacionais. Para gerenciar o afluxo de turistas e garantir a segurança nas áreas de visualização, o governo espanhol mobilizou um contingente de 25 mil policiais e mais de 100 aeronaves de monitoramento.
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Registros nas Américas
Embora a América do Sul não tenha sido contemplada pelo evento, partes da América do Norte registraram o fenômeno de forma parcial. Estados no norte e nordeste dos EUA, como Alasca, Connecticut, Michigan, Montana e Nova Jersey, observaram a Lua cobrir gradualmente o Sol durante um período de cerca de duas horas ao meio-dia, resultando em um escurecimento momentâneo da luz solar antes da dissipação da sombra.
Mecânica e raridade do evento
O alinhamento preciso necessário para um eclipse solar total é fruto da mecânica celeste. Como explica a astrofísica Megan Argo, a órbita da Lua é ligeiramente inclinada em relação à da Terra, fazendo com que o cruzamento perfeito entre os dois corpos celestes seja infrequente. Para vivenciar a totalidade, o observador precisa estar posicionado na umbra — a faixa central e mais estreita da sombra projetada pela Lua —, enquanto as áreas localizadas na penumbra registram apenas o eclipse parcial.
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Confira as fotos do eclipse pelo mundo
Toscana, Itália
Palência, Espanha
Groenlândia
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Berlim, Alemanha.
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Brandemburgo, Alemanha
Cairo, Itália
Praga, República Tcheca
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