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PF mira Lulinha em pedido ao STF por suspeita de tráfico de influência

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A Polícia Federal encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para a instauração de um inquérito destinado a apurar supostos crimes de corrupção e tráfico de influência envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O requerimento, protocolado pela corporação na última sexta-feira (24), teve sua relatoria definida nesta quarta-feira (29) por meio de sorteio, recaindo sobre o ministro André Mendonça.

Foco da investigação

O objeto da apuração solicitada pela PF concentra-se em uma eventual interferência de Fábio Luís no processo de autorização para a comercialização de cannabis medicinal no âmbito de programas geridos pelo Ministério da Saúde. Até o momento, as investigações buscam esclarecer se houve atuação indevida do empresário para favorecer interesses privados perante a pasta ministerial.

Defesa contesta fundamentação

Em nota oficial, o advogado Guilherme Suguimori Santos, que representa Fábio Luís, afirmou que não é possível comentar ou avaliar o teor do inquérito, uma vez que a defesa ainda não teve acesso aos autos. No entanto, o representante jurídico levantou questionamentos pontuais sobre a iniciativa.

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A defesa argumenta que é preciso esclarecer a competência do STF para julgar o caso e sustenta que a nova frente de apuração seria uma tentativa de suprir a falta de resultados de investigações anteriores, como a Operação Sem Desconto. Para o advogado, a ausência de provas sobre uma suposta ligação de seu cliente com fraudes no INSS teria levado os investigadores a criar uma “nova teoria”.

Por fim, a defesa classificou a movimentação como uma “pescaria probatória” — prática jurídica considerada ilegal que consiste em iniciar investigações sem base concreta, apenas na expectativa de encontrar algum ilícito. Segundo o advogado, essa estratégia sugere um possível viés político no processo, qualificando a ação como um exercício de “tentativa e erro” que não condiz com a finalidade do sistema de justiça.

Foto: AP

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