Em evento de segurança, Flávio propõe castração química e dispara: “PT da Bahia foi implodido pela PF

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Durante um evento em São Paulo nesta quinta-feira (18), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) subiu o tom contra a oposição ao comentar a nona fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal. O parlamentar afirmou que o Partido dos Trabalhadores na Bahia foi “implodido” devido aos mandados de busca e apreensão direcionados ao líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). Segundo Flávio Bolsonaro, a ação policial representa um avanço no combate à impunidade e indicaria o envolvimento central de políticos petistas baianos nas investigações relacionadas ao Banco Master. O próprio senador do PL, contudo, enfrenta pressões em sua pré-campanha desde maio, após a divulgação de diálogos em que solicitava recursos financeiros a Daniel Vorcaro, ex-controlador da mesma instituição bancária, com o objetivo de financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O lançamento do plano “Brasil Sem Medo”

As declarações foram dadas durante a apresentação do plano “Brasil Sem Medo”, uma proposta voltada à segurança pública que visa guiar as diretrizes de um eventual futuro governo. No palco de um teatro na Avenida Faria Lima, coração financeiro da capital paulista, Flávio Bolsonaro declarou que o projeto é uma péssima notícia para facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), ironizando que o dia estava sendo ainda pior para o PT. O pacote apresentado pelo parlamentar reúne 12 medidas consideradas emergenciais para o enfrentamento da criminalidade, com propostas severas que incluem a redução da maioridade penal para 16 anos — e para 14 anos em casos de crimes hediondos —, a castração química para condenados por estupro e a abertura de 500 mil novas vagas no sistema penitenciário nacional. Além disso, o plano prevê o abate de criminosos portando fuzis e o enquadramento de milícias e facções como organizações narcoterroristas, alinhando-se a uma classificação recente adotada pelo governo dos Estados Unidos.

Apelo de unidade ao mercado financeiro

Em seu discurso, o pré-candidato fez um apelo direto aos investidores e pediu a união de todo o mercado financeiro para asfixiar o braço econômico dessas organizações criminosas. O senador enfatizou que a política de segurança defendida por seu grupo não se restringe às populações de baixa renda, mas também visa proteger as classes mais abastadas, demandando um esforço conjunto contra os delitos em qualquer esfera. No entanto, Flávio Bolsonaro evitou mencionar em sua fala as investigações policiais recentes que apontam a infiltração do PCC na própria Faria Lima, onde fintechs estariam sendo utilizadas para a lavagem de dinheiro da facção. O evento contou com o apoio de figuras políticas de destaque, como o senador Sergio Moro (PL-PR), provável candidato ao governo paranaense, e o deputado Guilherme Derrite (PP-SP), pré-candidato ao Senado e ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo.

A manifestação de Flávio Bolsonaro ao empresariado complementou o posicionamento de Guilherme Derrite, que atuou como relator na Câmara dos Deputados do projeto de lei conhecido como PL Antifacção, sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Derrite defendeu a nova legislação, ressaltando que ela introduz mecanismos inovadores para descapitalizar empresas utilizadas na lavagem de dinheiro do crime organizado. O deputado rebateu críticas de que a lei puniria apenas a ponta final da criminalidade e reiterou a confiança das lideranças políticas no mercado financeiro nacional, destacando a importância de identificar e eliminar do sistema as instituições financeiras de fachada que servem ao crime. A cerimônia foi encerrada sob um forte tom político, marcado por duras críticas às gestões petistas de Lula e da ex-presidente Dilma Rousseff.

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