Mukhtaba Khamenei faz ameaça severa aos EUA e avisa: “Lugar de agressores é no fundo das águas”

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O Líder Supremo do Irã, Mukhtaba Khamenei, projetou nesta semana o que descreveu como um “futuro brilhante” para a região do Golfo Pérsico, fundamentado na exclusão total da influência dos Estados Unidos. Em declarações recentes, Khamenei enfatizou que a prosperidade e o bem-estar das nações locais dependem diretamente da retirada das forças estrangeiras, sustentando que o progresso regional será alcançado apenas quando os países vizinhos assumirem a gestão plena de seus territórios e recursos.

Para o líder iraniano, a permanência de tropas americanas em solo estrangeiro deixou de ser uma questão de segurança para se tornar o principal vetor de instabilidade no Oriente Médio. Ele argumenta que essa percepção já está consolidada não apenas entre os governos locais, mas também perante a opinião pública mundial, que veria o assentamento de forças dos EUA como um elemento de fricção constante em vez de uma garantia de paz.

Vulnerabilidade das bases e o controle de Ormuz

Khamenei também questionou abertamente a eficácia militar das instalações dos Estados Unidos na região. Segundo o líder, as chamadas bases americanas carecem de capacidade técnica e operacional para garantir a própria defesa, o que tornaria infundada qualquer esperança de proteção oferecida aos aliados e apoiadores de Washington na zona de conflito. Ele reforçou que a segurança regional deve ser provida pelas potências locais, com destaque para o papel do Irã na vigilância marítima.

Nesse contexto, o Estreito de Ormuz surge como a peça central da estratégia iraniana. Khamenei afirmou que a implementação de uma nova gestão sobre esta via navegável vital garantirá a segurança necessária para eliminar abusos de potências hostis. O controle sobre o estreito é apresentado por Teerã como um instrumento de soberania que trará benefícios econômicos e tranquilidade para todas as nações que dependem daquela rota comercial.

Soberania tecnológica e o status de alvos militares

Além do aspecto territorial, o Líder Supremo destacou que o Irã considera suas capacidades científicas e industriais, incluindo o desenvolvimento nuclear e de mísseis, como um patrimônio nacional inalienável. Ele afirmou que a população iraniana está unida na proteção desses avanços, que vão desde a nanotecnologia até a defesa aeroespacial, tratando-os com o mesmo rigor dedicado à proteção das fronteiras físicas do país contra qualquer agressão externa vinda de potências distantes.

A tensão escalou significativamente após o início da Operação Epic Fury pelos Estados Unidos, desencadeando uma série de respostas militares do Irã. Teerã passou a classificar oficialmente todas as cerca de 20 bases americanas distribuídas pelo Oriente Médio — incluindo complexos massivos como Al Udeid no Catar e Al Asad no Iraque — como alvos legítimos. Desde então, uma sequência de ataques retaliatórios atingiu diversas instalações navais e aéreas em países como Bahrein, Kuwait e Emirados Árabes Unidos, consolidando um cenário de confronto direto na região.

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