Mourão projeta direita forte, aposta em Flávio para o Planalto e rejeita indicação de Messias ao STF: “Militância petista”

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O senador e ex-vice-presidente da República, Hamilton Mourão (Republicanos-RS), manifestou publicamente sua oposição à possível indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). Em posicionamento direto, o parlamentar confirmou que votará contra o atual advogado-geral da União para a vaga aberta após a aposentadoria de ministros na Corte, como a deixada anteriormente por Luís Roberto Barroso.

Em entrevista concedida ao portal R7, Mourão foi enfático ao avaliar o perfil do candidato. Embora tenha reconhecido que Messias possui competências em outras áreas, o senador afirmou categoricamente que ele não reúne as condições necessárias para integrar a Suprema Corte. O ex-vice-presidente revelou, inclusive, que se recusa a receber o advogado-geral da União em seu gabinete, apesar dos esforços de Messias em buscar apoio entre os parlamentares, pontuando que o indicado deveria ter declinado da indicação por iniciativa própria.

Questionamentos sobre imparcialidade e militância

O principal argumento de Mourão para a rejeição não recai sobre a conduta pessoal de Messias, mas sim sobre sua trajetória política. O senador argumenta que a histórica militância do advogado em favor do Partido dos Trabalhadores (PT) compromete a imparcialidade exigida de um magistrado. Para Mourão, esse vínculo partidário direto gera o risco de uma atuação enviesada dentro do judiciário, o que inviabilizaria sua aprovação pelo Senado.

Projeções políticas e o futuro da direita

Além do embate sobre o STF, Mourão aproveitou para analisar o cenário político nacional e as estratégias da oposição. O senador demonstrou otimismo em relação a uma possível candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República e criticou as divisões internas dentro do espectro da direita. Ele também projetou um fortalecimento da bancada conservadora no Senado, visando garantir que a oposição consiga eleger o próximo presidente da Casa em 2027.

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