Israel elimina Majid Khademi, chefe de inteligência da Guarda Revolucionária em operação em Teerã

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O cenário de tensão no Oriente Médio atingiu um novo ápice nesta segunda-feira com a confirmação da morte de Majid Khademi, chefe da Organização de Inteligência da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC). O anúncio foi realizado de forma conjunta pelo ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, e pelas Forças de Defesa de Israel (IDF), detalhando que a operação foi executada pela Força Aérea durante as primeiras horas da manhã. A própria Guarda Revolucionária corroborou o ocorrido em nota oficial, referindo-se a Khademi como “martirizada” e destacando que detalhes sobre as cerimônias fúnebres serão divulgados em breve.

Até o momento da incursão, Khademi era considerado um dos três oficiais remanescentes de mais alto escalão dentro da IRGC. Ele havia assumido o comando da inteligência em junho de 2025, sucedendo seu antecessor que fora morto durante a “Operação Leão Ascendente”. Embora tenha sobrevivido à ofensiva israelense de 28 de fevereiro — que dizimou grande parte da cúpula do Ministério da Inteligência iraniano — e escapado de investidas nas semanas subsequentes, o oficial acabou sendo localizado nesta nova fase de ataques diretos em Teerã.

Impacto nas operações de terrorismo e controle interno

Além do foco em Khademi, as IDF realizaram uma série de bombardeios estratégicos contra a Unidade 840 da Força Quds, braço operacional responsável por ações terroristas globais. Segundo o comando militar israelense, a neutralização desses alvos visa reduzir drasticamente a capacidade do regime de projetar influência externa por meio do terror. Adicionalmente, Israel argumenta que o enfraquecimento desta estrutura limita o poder de repressão do governo contra futuras manifestações civis, uma vez que o aparato de segurança interna perdeu uma de suas peças fundamentais de articulação.

Em resposta ao ataque, o governo iraniano exaltou a trajetória de quase meio século de Khademi, descrevendo sua atuação como uma marca duradoura na defesa do sistema islâmico contra planos de infiltração externa. Por outro lado, o tom em Israel permanece de ofensiva total. O ministro Israel Katz afirmou que os líderes de Teerã vivem hoje sob um constante sentimento de perseguição e assegurou que as forças israelenses manterão a estratégia de caçar os altos comandantes do regime individualmente, mantendo a pressão sobre a infraestrutura de segurança do país.

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