Trump ameaça apagão total no Irã: “Vamos atingir todas as usinas elétricas simultaneamente”
Em um pronunciamento oficial realizado na última quarta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a ofensiva militar contra o regime iraniano está prestes a atingir seus objetivos fundamentais. Embora não tenha estipulado um cronograma rigoroso, o republicano indicou que o conflito, iniciado em 28 de fevereiro, deve ser encerrado em breve. Trump celebrou o que chamou de vitórias históricas, descrevendo a campanha como uma série de golpes decisivos que teriam deixado as capacidades defensivas e ofensivas de Teerã em ruínas em apenas um mês de operações.
O presidente detalhou um cenário de devastação nas forças armadas iranianas, afirmando que a marinha e a força aérea do país foram praticamente dizimadas. Segundo o líder americano, o comando da Guarda Revolucionária Islâmica foi neutralizado e a maioria de seus principais líderes está morta. Trump enfatizou que a capacidade do regime de lançar drones e mísseis foi drasticamente reduzida, com fábricas de armamentos e locais de lançamento destruídos por bombardeios estratégicos, incluindo o uso de bombardeiros B-2 contra instalações nucleares.
Estratégia de pressão e o futuro do regime
Durante o discurso, Trump reafirmou seu compromisso de longa data em impedir que o Irã obtenha armas nucleares, classificando a República Islâmica como uma ameaça intolerável protegida por um “escudo nuclear”. Ele relembrou ações de seus mandatos anteriores, como a saída do acordo nuclear de 2015 e a eliminação do general Qassem Soleimani em 2020. Sobre o governo atual em Teerã, o presidente alegou que, embora a mudança de regime não fosse o objetivo inicial declarado, ela ocorreu na prática devido à eliminação da cúpula radical, abrindo espaço para figuras que ele considera mais razoáveis.
Mesmo manifestando preferência pela via diplomática, o presidente alertou que a força extrema continuará sendo aplicada nas próximas semanas caso não haja um acordo definitivo. Trump ameaçou atingir toda a infraestrutura de geração de energia elétrica do Irã de forma simultânea se as negociações falharem. Ele destacou que, por enquanto, os EUA pouparam as instalações petrolíferas para permitir uma possível reconstrução futura, mas reiterou que Washington detém “todas as cartas na manga” e não hesitará em agir contra qualquer tentativa de retomada do programa nuclear.
Impasse diplomático e crise de energia no Estreito de Ormuz
Apesar do tom otimista da Casa Branca, agências de inteligência dos EUA e relatórios do The New York Times sugerem um cenário menos fluido. Informações indicam que o governo iraniano não estaria disposto a realizar concessões substanciais por falta de confiança em Washington. Enquanto Trump mencionou que o presidente iraniano teria buscado um cessar-fogo, o Ministério das Relações Exteriores do Irã negou tais negociações, acusando os EUA de agirem sob influência de Israel e de apresentarem demandas irracionais. Teerã exige um cessar-fogo garantido e permanente antes de qualquer recuo.
A tensão se estende ao campo econômico com o fechamento do Estreito de Ormuz, passagem vital para o petróleo global. Trump convocou nações aliadas a demonstrarem coragem e assumirem o controle da via navegável, enquanto a Guarda Revolucionária Iraniana prometeu manter o bloqueio. Esse impasse provocou instabilidade imediata nos mercados internacionais, com o preço do barril de petróleo Brent ultrapassando os US$ 105. Enquanto o Reino Unido lidera reuniões internacionais para restaurar a liberdade de navegação, Trump insiste que o fim da agressão iraniana garantirá um futuro mais próspero e seguro para os americanos.