EUA preparam ofensiva final contra o Irã; Casa Branca avisa que Trump pode “desencadear o inferno”
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos iniciou a avaliação de opções militares estratégicas para desferir o que autoridades descrevem como um “golpe final” contra o Irã. A movimentação ocorre em um cenário de crescente tensão no Estreito de Ormuz e, segundo informações obtidas pelo portal Axios junto a oficiais de alto escalão, o governo norte-americano considera medidas extremas que variam desde incursões terrestres até o bombardeio direto de complexos nucleares. Embora a diplomacia ainda seja o caminho oficial, os preparativos militares avançam como uma alternativa real caso Teerã não ceda às pressões de Washington.
As discussões internas detalham alvos geográficos específicos que podem paralisar a economia e a capacidade defensiva iraniana. Entre as alternativas em análise está o bloqueio ou a invasão da Ilha de Kharg, ponto logístico vital por onde escoam cerca de 90% das exportações de petróleo do país. Outra frente de ataque foca na Ilha de Larak, conhecida por abrigar bunkers e embarcações militares projetadas para atacar navios que tentam cruzar o Estreito de Ormuz. O planejamento também contempla a tomada da Ilha de Abu Masa e de territórios adjacentes na entrada ocidental do estreito, áreas que são alvo de disputas territoriais históricas entre o Irã e os Emirados Árabes Unidos.
Estratégia nuclear e operações terrestres de alto risco
Além das manobras navais e de bloqueio econômico, as forças armadas norte-americanas desenvolvem planos de contingência para neutralizar o programa nuclear de Teerã. As opções incluem operações terrestres de forças especiais destinadas a capturar e garantir a segurança do estoque de urânio enriquecido armazenado em instalações subterrâneas. Caso uma incursão terrestre seja considerada arriscada demais, o Pentágono mantém sobre a mesa a possibilidade de ataques aéreos de larga escala para destruir a infraestrutura e impedir o acesso ao material radioativo.
Apesar do nível de detalhamento dos planos, a Casa Branca trata as operações por terra como cenários hipotéticos e ressalta que o presidente Donald Trump ainda não tomou uma decisão definitiva. O avanço dessas estratégias militares agressivas está condicionado ao desenrolar das mesas de negociação. A administração atual enfatiza que o objetivo é oferecer uma oportunidade de cooperação, mas alerta que a recusa iraniana em abandonar as ambições nucleares resultará em uma resposta militar sem precedentes históricos.
Teerã rejeita acordo e reforça defesas em ilhas estratégicas
A resposta do Irã aos movimentos de Washington tem sido de ceticismo e reforço bélico. Autoridades de Teerã rejeitaram um plano de paz de 15 pontos enviado pelos EUA, alegando profunda desconfiança nas negociações com o governo Trump. Membros da Guarda Revolucionária Islâmica manifestaram descrença em qualquer acordo diplomático de longo prazo, enquanto o presidente do Parlamento, Mohammad Ghalibaf, alertou publicamente que as forças iranianas estão monitorando cada passo do “inimigo”. Ghalibaf afirmou que qualquer tentativa de ocupar ilhas iranianas resultará em ataques implacáveis contra a infraestrutura vital de países vizinhos que apoiarem os EUA.
Como medida defensiva imediata, a República Islâmica intensificou a vigilância e a proteção da Ilha Jarg, instalando sistemas de mísseis terra-ar e espalhando minas antipessoal e antitanque ao longo da costa. O objetivo é impedir um possível desembarque anfíbio de fuzileiros navais norte-americanos. No campo diplomático, a retórica de Washington endureceu: a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, declarou que o Irã deve reconhecer sua desvantagem militar para evitar mais destruição. Segundo Leavitt, o presidente Trump está preparado para “desencadear o inferno” contra o país caso a realidade do momento presente seja ignorada por Teerã.