Bolsonaro apresenta melhora clínica, mas boletim confirma permanência na UTI e data de alta segue indefinida
O boletim médico divulgado nesta quinta-feira (19) aponta que o ex-presidente Jair Bolsonaro apresenta uma evolução positiva em seu quadro clínico e laboratorial. Internado no hospital DF Star, em Brasília, desde o início da semana, Bolsonaro segue sob cuidados intensivos, que incluem antibioticoterapia endovenosa e sessões de fisioterapia respiratória e motora. Apesar da melhora constante nas últimas 24 horas, a equipe médica ressaltou que ainda não existe uma previsão para que o paciente receba alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
A hospitalização ocorreu na última sexta-feira (13), após o ex-presidente desenvolver uma pneumonia bacteriana causada por um episódio de broncoaspiração. Bolsonaro, que cumpre pena no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal — unidade conhecida como “Papudinha” — em decorrência de condenação por tentativa de golpe de Estado, precisou de transferência imediata após passar mal em sua cela.
Ofensiva jurídica pela prisão domiciliar
Diante do novo quadro de saúde, a defesa de Bolsonaro acionou novamente o Supremo Tribunal Federal (STF). Os advogados protocolaram um pedido junto ao ministro Alexandre de Moraes, solicitando a reconsideração de decisões anteriores para que o ex-presidente possa cumprir a pena em regime domiciliar. O argumento central da defesa é a suposta fragilidade física do detento, que demandaria cuidados que vão além da estrutura prisional.
Este novo recurso é mais uma tentativa em uma série de pedidos semelhantes que vêm sendo negados pela Corte. Moraes tem mantido o entendimento de que a estrutura atual de detenção é adequada, baseando-se em avaliações anteriores que não viram necessidade de transferência para o ambiente doméstico.
Histórico de intercorrências médicas
O atual episódio de saúde não é o primeiro registrado desde que o ex-presidente foi detido. Em setembro do ano passado, enquanto ainda usufruía do regime domiciliar, ele precisou de socorro médico após apresentar tontura, vômitos e oscilações na pressão arterial. Já no início de 2026, quando estava na Superintendência da Polícia Federal, Bolsonaro sofreu uma queda na cela e bateu a cabeça após um mal-estar, o que motivou sua transferência para a Papudinha.
A unidade atual foi escolhida justamente por oferecer suporte médico 24 horas e adaptações de acessibilidade, como barras de apoio na cama. Embora a defesa insista na precariedade do estado de saúde de Bolsonaro, uma junta médica da Polícia Federal atestou recentemente que, apesar de exigir monitoramento constante, o ex-presidente possui condições clínicas para permanecer custodiado na unidade militar.