Enormes chamas tomam Teerã em ampla onda de bombardeios de Israel;
A capital iraniana foi palco de grandes incêndios neste sábado, após uma série de bombardeios realizados pelas Forças de Defesa de Israel (IDF). O alvo da ofensiva foram depósitos estratégicos de combustível localizados em Teerã e na província vizinha de Alborz.
A operação, conduzida por caças israelenses, foi confirmada pela Companhia Nacional de Refino e Distribuição de Petróleo do Irã, que relatou o impacto de mísseis em diversas unidades de armazenamento. Apesar da gravidade das chamas e da intensa mobilização de equipes de bombeiros para conter o fogo, as autoridades iranianas asseguraram que o abastecimento de combustível nas regiões afetadas permanece estável.
Alvos estratégicos e danos limitados
De acordo com informações obtidas pela agência de notícias Fars junto a fontes do Ministério do Petróleo, as incursões aéreas atingiram especificamente depósitos nas áreas de Kuhak, Shahran e Karaj.
Embora as imagens de satélite e relatos locais indiquem incêndios de grandes proporções nos centros de distribuição, a Refinaria de Teerã — um dos ativos mais críticos do país — não teria sofrido danos estruturais durante o ataque. A precisão da incursão israelense parece ter focado na logística de armazenamento, evitando, por ora, a paralisação total do refino na capital.
A retaliação de Teerã: mísseis de combustível sólido contra Haifa
A resposta de Teerã não tardou. A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) anunciou a execução de um contra-ataque direcionado a uma refinaria em Haifa, no norte de Israel. Para esta operação, as forças iranianas utilizaram os novos mísseis de combustível sólido “Kheibar Shekan”, tecnologia que, segundo o comando militar iraniano, possui alta capacidade de guiagem até o ponto de impacto.
O ataque a Haifa foi apresentado pela IRGC como uma reação direta e proporcional à agressão sofrida anteriormente em seu território, elevando o conflito para um patamar de ataques diretos a ativos energéticos de ambos os lados.