Lulinha movimentou quase R$ 20 milhões em quatro anos
O empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, movimentou um total de R$ 19,5 milhões em um período de quatro anos. Os dados, revelados pelo portal Metrópoles e confirmados pelo GLOBO, foram obtidos por meio da quebra de sigilo bancário aprovada pela CPI do INSS.
Os registros detalham operações realizadas em uma conta do Banco do Brasil entre janeiro de 2022 e janeiro deste ano, somando aproximadamente R$ 9,77 milhões em entradas e R$ 9,75 milhões em saídas.
Transferências presidenciais e herança
Dentre o montante analisado pela comissão, destacam-se três transferências efetuadas pelo presidente Lula, que totalizam R$ 721,3 mil. O maior repasse, de R$ 384 mil, ocorreu em julho de 2022, meses antes da eleição presidencial.
Segundo a defesa de Fábio Luís, esses valores são referentes a adiantamentos de herança, ressarcimento de despesas pessoais de Lula durante seu período de prisão ou empréstimos ligados à empresa L.I.L.S. Palestras.
Fluxo entre empresas e investimentos
A maior fatia das movimentações financeiras do empresário está concentrada em rendimentos de aplicações e transações entre suas próprias companhias, a LLF Tech Participações e a G4 Entretenimento e Tecnologia. Juntas, as empresas movimentaram cerca de R$ 3 milhões.
Ambas têm sede em São Paulo e atuam em setores como tecnologia da informação, consultoria e marketing. Os registros também apontam pagamentos somando mais de R$ 1,4 milhão aos seus ex-sócios Kalil Bittar e Jonas Suassuna Filho, este último ligado ao histórico caso do sítio de Atibaia.
Defesa contesta objeto da CPI
Em resposta às investigações, a defesa de Fábio Luís classificou as rendas como legítimas e criticou a atuação da CPI. Os advogados argumentam que não existe qualquer ligação entre as movimentações bancárias e as supostas fraudes no INSS, que deveriam ser o foco central do colegiado. Diante disso, a defesa já recorreu ao Supremo Tribunal Federal buscando a suspensão da quebra de sigilo, enquanto a Polícia Federal também analisa os dados financeiros devido a uma suspeita de relação comercial com investigados em desvios de recursos previdenciários.