EUA preparam IA militar para paralisar infraestrutura da China em caso de guerra
De acordo com informações veiculadas pelo Financial Times, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos está empenhado no desenvolvimento de sistemas cibernéticos potencializados por inteligência artificial. O foco primordial dessa iniciativa reside no mapeamento automatizado de alvos em infraestruturas estratégicas da China, visando consolidar a prontidão bélica norte-americana perante a possibilidade de um embate direto com o governo chinês.
Mecanismo de operação e escala
A estratégia consiste em utilizar a IA para monitorar e detectar fragilidades em redes essenciais de maneira massiva. Ao contrário dos métodos tradicionais, que dependem da análise exaustiva de especialistas humanos, a automação permitiria uma escalabilidade sem precedentes, elevando drasticamente a velocidade e o alcance das operações de reconhecimento digital.
Especialistas comparam a eficácia dessa nova ferramenta à atuação de um invasor que testa múltiplas entradas simultaneamente até localizar uma brecha. Com a inteligência artificial, esse processo de “testagem de portas” deixa de ser manual e se torna exponencial, garantindo uma precisão superior na identificação de pontos de acesso em sistemas críticos.
Para viabilizar o projeto, o Pentágono mantém diálogos com gigantes do setor de tecnologia, incluindo organizações como OpenAI, Google, Anthropic e xAI. Estima-se que contratos que somam aproximadamente 200 milhões de dólares já tenham sido destinados a essas empresas para o desenvolvimento de soluções voltadas à segurança e defesa, embora a participação individual no projeto específico de infraestrutura chinesa ainda não esteja detalhada.
Tensões éticas e institucionais
A cúpula da Defesa dos EUA, representada pelo secretário Pete Hegseth, defende que os militares possuam acesso irrestrito às versões mais avançadas de IA generativa para finalidades consideradas legítimas pela pasta. No entanto, existe uma resistência latente por parte dos laboratórios de tecnologia, que demonstram cautela em transferir o controle total de suas ferramentas mais potentes para operações de natureza estritamente militar.