Doença altamente contagiosa ressurge e deixa dezenas de mortos no México

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O cenário epidemiológico das Américas acendeu um alerta vermelho para as autoridades de saúde. Segundo dados recentes da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), o México registrou o maior volume de casos de sarampo na região, contabilizando 6.428 infecções e 24 óbitos apenas no último ano.

O balanço coloca o país à frente de nações como o Canadá e os Estados Unidos, que reportaram 5.436 e 2.242 casos, respectivamente, além de superar significativamente outros países latinos — como Brasil, Argentina e Peru — cujos registros variaram entre uma e 597 ocorrências.

Avanço alarmante no início de 2026

A tendência de alta persiste no atual ano. Nas três primeiras semanas de 2026, o México já confirmou 740 diagnósticos, enquanto países como Chile, Uruguai e Bolívia mantêm números mais baixos, entre um e 171 casos. Embora não tenham sido registradas mortes neste início de ano, a OPAS emitiu um alerta epidemiológico crítico: os 1.031 casos confirmados em toda a região até o momento representam um salto de 43 vezes em comparação ao mesmo período de 2025, sinalizando uma propagação acelerada do vírus no continente.

Estratégia de imunização e os impactos da pandemia

Diante da gravidade da situação, o governo mexicano busca conter o surto através de um plano robusto de vacinação. O Secretário de Saúde, David Kershenobich, informou que o país adquiriu 27,3 milhões de doses no ano passado, estoque considerado suficiente para suprir a demanda pelos próximos dois anos.

Até janeiro, cerca de 11,8 milhões de doses já haviam sido aplicadas. De acordo com Kershenobich, o atual surto é um reflexo direto dos atrasos vacinais acumulados durante a pandemia de coronavírus, período em que milhões de crianças deixaram de completar seus esquemas de imunização, criando janelas de vulnerabilidade exploradas pelo vírus.

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