Janeiro termina com termômetros em alta no Sul, Sudeste, e Centro Oeste e alerta para temporais isolados

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A última semana de janeiro de 2026 será regida pela dinâmica clássica do verão brasileiro, com o binômio calor e umidade dominando as condições meteorológicas em grande parte do território nacional.

Após a dissipação do segundo episódio da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), que deixou acumulados impressionantes entre 200 mm e 400 mm em estados como Mato Grosso, Minas Gerais e Rio de Janeiro, o cenário muda ligeiramente.

O foco agora se volta para a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), que começa a influenciar o Norte e o Nordeste, enquanto as demais regiões sentem o aumento gradual das temperaturas.

Sul: termômetros próximos dos 40°C e chuvas de verão

Os estados sulistas devem se preparar para uma elevação acentuada no calor, com as máximas podendo oscilar entre 36°C e 40°C nas áreas mais a oeste da região. Embora não haja a previsão de frentes frias para os próximos dias, a expansão de um sistema de baixa pressão entre o Brasil, o Paraguai e a Argentina atuará como um gatilho para a instabilidade. Com isso, as pancadas de chuva, por vezes de moderada a forte intensidade, retornam aos três estados a partir de quarta-feira, dia 28.

No Sudeste, o encerramento da influência da ZCAS traz um período de maior nebulosidade intercalada com sol, permitindo que as temperaturas subam em Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro. As chuvas passam a ser mais isoladas e rápidas, ocorrendo preferencialmente entre a tarde e a noite.

No entanto, o estado de São Paulo exige atenção redobrada: a previsão indica um aumento na frequência das pancadas, inclusive na Região Metropolitana, com risco de alagamentos. Um ponto positivo é a expectativa de precipitações sobre as bacias que alimentam o Sistema Cantareira, o que é vital para a manutenção dos reservatórios paulistas.

O Centro-Oeste experimentará dias típicos de abafamento, com o sol aparecendo entre períodos de chuva rápida e localizada. Com o fim do canal de umidade que favorecia Goiás e o Distrito Federal, a frequência das chuvas nessas áreas diminui. Em contrapartida, o Mato Grosso do Sul entra em alerta para o calor extremo, especialmente nas fronteiras com o Paraguai, onde os termômetros podem atingir a marca dos 40°C, acompanhados por pancadas isoladas de chuva forte no final do dia.

A grande novidade meteorológica para o Nordeste é a aproximação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), um dos sistemas mais importantes para o regime de chuvas da região nesta época do ano. A tendência é de um aumento significativo da umidade na faixa que compreende o Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e o centro-norte do Piauí e Maranhão.

Após episódios de chuva forte no litoral e no interior da Bahia na semana anterior, o sistema deve consolidar o período chuvoso na porção setentrional da região.

Norte: Atenção aos Níveis dos Rios no Acre e Amazonas

A região Norte segue sob um regime de chuvas frequentes em todos os seus estados, intensificadas pela presença da ZCIT no Amapá e no Pará. O cenário mais crítico se encontra no Acre e no Amazonas; em Rio Branco, o Rio Acre já atinge níveis que exigem atenção das autoridades conforme o Serviço Geológico do Brasil.

A preocupação se estende às populações ribeirinhas do Amazonas, onde o volume das chuvas aumenta o risco de cheias repentinas, mantendo o estado de alerta que já vinha sendo observado em Manaus desde a semana passada.

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