Em discurso na ONU, Lula critica sanções dos EUA e fala em “ataque sem precedentes” ao Brasil

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Em um discurso na Assembleia Geral da ONU, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou duramente a interferência externa e a “agressão” ao Judiciário brasileiro, classificando a ação como “inaceitável”.

A fala do presidente acontece um dia depois que o governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, anunciou novas sanções a autoridades brasileiras. Entre os atingidos estão a esposa do ministro Alexandre de Moraes e o advogado-geral da União, Jorge Messias, que teve o visto revogado.

Ataque à democracia e soberania

Em seu discurso, Lula afirmou que o Brasil tem sido alvo de um “ataque sem precedentes”, mas que o país tem resistido e defendido sua democracia. Ele ligou essa ingerência externa à atuação da “extrema-direita” brasileira, a quem chamou de “falsos patriotas”.

O presidente também reforçou a independência do Judiciário, uma clara resposta às sanções americanas. Ele ressaltou que “não há justificativas para as medidas unilaterais e arbitrárias contra as nossas instituições e nossa economia”, em referência ao que tem sido considerado o pior momento das relações entre Brasil e EUA nas últimas décadas.

Apesar de não citar nomes, as declarações de Lula são uma resposta direta às tentativas de Donald Trump de interferir no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe. As sanções americanas, que já haviam atingido o ministro Alexandre de Moraes em julho, agora bloqueiam bens da esposa dele e dificultam transações financeiras para ambos.

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