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PGR recebe pedido de prisão preventiva contra deputado Nikolas Ferreira

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A Câmara dos Deputados solicitou formalmente ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, a abertura de uma investigação contra o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), com a possibilidade de prisão preventiva. O pedido foi feito pelo presidente da Comissão de Direitos Humanos, Minoria e Igualdade Racial (CDHMIR), deputado Reimont (PT-RJ).

A motivação principal para a investigação é a recente prisão do primo de Nikolas, Glaycon Raniere de Oliveira Fernandes, que foi detido em Uberlândia (MG) com 30,2 kg de maconha. O documento encaminhado ao procurador-geral busca verificar possíveis laços familiares, políticos e financeiros entre o deputado e a estrutura criminosa.

Além disso, o pedido de investigação cita a atuação de Nikolas em janeiro, quando ele divulgou informações falsas sobre uma suposta taxação no Pix. Segundo o deputado Reimont, especialistas apontaram que essa desinformação teria contribuído para a revogação de uma norma da Receita Federal que ampliaria a fiscalização de transações financeiras. Essa medida, que visava combater a lavagem de dinheiro, é apontada como um mecanismo explorado por facções criminosas.

Outra denúncia e crimes apontados

Outro deputado, Rogério Correia (PT-MG), também protocolou uma denúncia contra Nikolas Ferreira na Procuradoria-Geral da República. O documento pede a investigação de quatro crimes específicos:

  1. Divulgação de informações falsas sobre instituições financeiras.
  2. Favorecimento indireto à lavagem de dinheiro.
  3. Obstrução de investigações sobre organizações criminosas.
  4. Possível associação para o tráfico de drogas, caso seja comprovada a ligação entre o vídeo sobre o Pix e a movimentação de recursos ilícitos de facções criminosas.

Rogério Correia reforçou a necessidade de uma investigação rigorosa, mencionando a “Operação Carbono Oculto”, que mostrou a infiltração do PCC no sistema financeiro. Ele destacou ainda a urgência de fortalecer os mecanismos de fiscalização e inteligência do Estado para combater o crime organizado.

Os deputados envolvidos, Reimont e Rogério Correia, enfatizam a importância de proteger as instituições democráticas e garantir que o Estado tenha as ferramentas necessárias para enfrentar as facções criminosas com eficiência e transparência.

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