Close

Terremoto atinge o Oceano Atlântico e entra no radar de cidades costeiras do litoral da Bahia

Compartilhe

Um sismo de magnitude 5,0 foi registrado nesta quinta-feira (17/09) nas profundezas do Oceano Atlântico, a uma profundidade rasa de 10 km, segundo dados oficiais do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). O epicentro ocorreu nas proximidades da ilha de Jamestown, em Santa Helena, mas chamou a atenção de especialistas e moradores devido à distância e à relação com a dinâmica de placas tectônicas oceânicas.

Apesar de o epicentro estar localizado em alto-mar, o abalo sísmico gerou repercussão no Brasil por conta das distâncias calculadas em relação a municípios costeiros da região sul da Bahia, que sentiram os reflexos geográficos da movimentação na dorsal oceânica.

Localização e distâncias em relação ao Brasil

Embora o terremoto tenha ocorrido a milhares de quilômetros da costa brasileira, o Serviço Geológico destacou a proximidade relativa (em termos de escala oceânica atlântica) com cidades litorâneas baianas:

  • Nova Viçosa (Bahia, Brasil): Cerca de 2.043,2 km (1.269,6 milhas) a oeste-noroeste (ONO). O município conta com uma população estimada em 20.097 habitantes.
  • Prado (Bahia, Brasil): Cerca de 2.047,7 km (1.272,4 milhas) a oeste-noroeste (ONO). A cidade possui aproximadamente 15.464 habitantes.
  • Mucuri (Bahia, Brasil): Também na mesma rota de influência geográfica no litoral sul baiano.
Leia+  Chuvas no Paraná deixam mais de 14 mil afetados, três mortos e cidades isoladas

A profundidade de 10 km é considerada rasa para sismos de tal magnitude. Sismos rasos tendem a propagar ondas com maior facilidade através da crosta oceânica, embora eventos dessa intensidade em alto-mar raramente causem danos estruturais ou riscos de tsunami expressivos em zonas costeiras distantes.

Histórico recente: aumento de atividade no Atlântico

Especialistas em geofísica apontam que este evento não é isolado. Outros tremores já haviam sido registrados na mesma região durante o mês de agosto, acendendo o sinal amarelo para o monitoramento contínuo das falhas geológicas submersas na Dorsal Mesoatlântica — uma vasta cadeia de montanhas submarinas que separa as placas tectônicas africana e sul-americana.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

www.clmbrasil.com.br