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Rússia vê ameaça à segurança e exige retirada de mísseis americanos no Japão

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A Rússia intensificou a pressão diplomática sobre o governo japonês e exigiu a remoção imediata dos sistemas de mísseis Typhon, de fabricação norte-americana, instalados na ilha de Kyushu. O equipamento militar, projetado para disparar projéteis de curto e médio alcance, foi alvo de uma nota oficial de protesto enviada pelo Ministério das Relações Exteriores da Rússia em 3 de setembro, com tramitação simultânea em Moscou e em Tóquio.

De acordo com Maria Zakharova, porta-voz da chancelaria russa, a medida adotada pelo Japão desconsidera os repetidos alertas emitidos por Moscou. O governo russo argumenta que a presença desse armamento no arquipélago representa uma ameaça direta à estabilidade regional, à paz e à segurança nacional da Rússia, tornando inaceitável qualquer justificativa para a sua permanência, independentemente do formato ou do prazo de instalação.

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Alerta sobre remilitarização e histórico da Segunda Guerra Mundial

Além da questão armamentista, o comunicado oficial russo ressaltou a necessidade de os líderes japoneses avaliarem com rigor as consequências históricas da Segunda Guerra Mundial, o que inclui a questão territorial pendente referente às Ilhas Curilas do Sul. Para o Kremlin, Tóquio precisa abandonar o caminho da remilitarização.

O tom firme da diplomacia russa foi reiterado em 16 de setembro, durante uma reunião convocada no Ministério das Relações Exteriores em Moscou. Na ocasião, o vice-ministro Andrei Rudenko recebeu o embaixador japonês, Akira Muto, e exigiu que o governo de Tóquio trate o teor da nota de protesto com a máxima seriedade.

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