Rússia ameaça bases americanas após instalação de mísseis em solo norueguês
Moscou classificou a instalação de lançadores de mísseis de médio e longo alcance dos Estados Unidos na Noruega como um novo capítulo na cadeia de ações desestabilizadoras promovidas pela OTAN. A declaração foi feita pela porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, ao apontar que a Aliança Atlântica demonstra abertamente a intenção de obter capacidade ofensiva contra o território russo.
Capacidade técnica e alcance dos sistemas
De acordo com a diplomata, os equipamentos implantados utilizam células de lançamento Mk-41, projetadas para disparar armamentos universais capazes de atingir alvos terrestres e marítimos. Zakharova destacou que a infraestrutura viabiliza o uso de mísseis de cruzeiro Tomahawk, cuja posição em solo nórdico alcança uma faixa expressiva da porção europeia da Rússia, incluindo a capital Moscou.
Medidas de retaliação e impacto estratégico
Em resposta à movimentação militar, a Rússia advertiu que os locais de instalação, os centros de gestão e a infraestrutura de apoio norte-americana passarão a ser monitorados de perto pelas forças de dissuasão estratégica do país. O planejamento russo para um eventual cenário de conflito armado incluirá o uso de meios de combate direcionados a esses alvos específicos, enquanto o governo russo avalia que a medida compromete as bases para o diálogo estratégico com Washington.
A controvérsia ganhou repercussão após a divulgação de registros visuais no final de agosto, que evidenciaram o transporte de um Sistema de Lançamento Contenerizado para a cidade norueguesa de Trondheim. Desembarcado por aeronaves militares dos EUA durante os exercícios conjuntos Atlantic City 26, o equipamento possui versatilidade operacional para o disparo de mísseis do tipo SM-6 e Tomahawk.