Rússia alerta: fábricas de drones na Europa podem ser bombardeadas; lista inclui Israel

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O Ministério da Defesa da Rússia emitiu um alerta oficial sobre a crescente mobilização industrial na Europa voltada ao apoio militar de Kiev. Segundo o comunicado, diversos países europeus planejam ampliar a fabricação e o envio de drones de ataque para as Forças Armadas da Ucrânia. O movimento é interpretado por Moscou como uma tentativa de compensar o déficit de pessoal e as perdas territoriais sofridas pelas tropas ucranianas no front de batalha.

A estratégia de expansão produtiva baseia-se em um aporte massivo de capital em empresas de capital misto e em unidades fabris ucranianas operando em solo estrangeiro. De acordo com o ministério russo, existem atualmente cerca de 20 entidades na Europa dedicadas à montagem de veículos aéreos não tripulados (VANTs) e componentes eletrônicos para o esforço de guerra. Esse arranjo industrial permite que a produção continue protegida contra ataques diretos no território ucraniano.

Mapa das operações ucranianas em solo europeu

Abaixo, detalham-se as empresas e filiais de origem ucraniana que, segundo o informe russo, operam hoje em diferentes nações da Europa:

  • Alemanha: DaVinci Avia e Airlogix.
  • Dinamarca: Kort.
  • Holanda: Destino.
  • Letônia: Autonomia Terminal.
  • Lituânia: Kort.
  • Polônia: Ukrspecsystems e o Complexo Científico e Técnico Aeronáutico Antonov.
  • Reino Unido: Fire Point e Horizon Tech.
  • República Tcheca: Deviro.

Além destas, o relatório aponta o envolvimento de fabricantes de componentes em países como Espanha, Itália, Turquia e Israel, que fornecem tecnologias essenciais para a navegabilidade e propulsão dos drones.

Riscos de escalada e ameaça de alvos legítimos

A autoridade de defesa russa enfatizou que a transformação de países europeus em uma “retaguarda estratégica” para a Ucrânia é um passo deliberado para a escalada do conflito. O comunicado alerta que o uso de drones fabricados em solo europeu para realizar ataques em território russo cria um cenário de “consequências imprevisíveis” para a segurança de todo o continente.

Reforçando o tom de hostilidade, Dmitry Medvedev, vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia e ex-presidente do país, afirmou que a lista de instalações divulgada pelo Ministério da Defesa deve ser encarada como uma relação de alvos legítimos para as Forças Armadas russas. Em publicação na rede social X, Medvedev ironizou a situação ao declarar que a efetivação desses ataques dependerá do desenrolar dos próximos eventos, finalizando com uma advertência direta aos governos europeus.

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