Previsão surpreende: Meteorologia explica por que o outono será mais quente que o normal

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Embora o calendário aponte para a despedida do verão, a atmosfera parece ignorar a data oficial. O outono no Hemisfério Sul terá início precisamente às 11h45 desta sexta-feira (20), mas quem busca o alívio das temperaturas baixas precisará de paciência. A tendência para os próximos dias é de manutenção do calor intenso, ar abafado e chuvas isoladas em grande parte do território nacional, mantendo o aspecto típico da estação que se encerra.

De acordo com meteorologistas, a última semana da estação quente será marcada por termômetros registrando marcas significativamente acima da média em diversos estados. Apesar desse início atípico, a nova estação deve se estabilizar dentro dos padrões esperados ao longo dos meses. César Soares, meteorologista da Climatempo, reforça que, embora a previsão aponte para uma normalidade em volumes de chuva e temperatura, a influência do fenômeno El Niño pode trazer surpresas e favorecer a ocorrência de ondas de calor pontuais.

Extremos térmicos e instabilidade no Sul e Sudeste

O Rio Grande do Sul concentra as maiores atenções nesta semana devido a uma massa de ar quente que se estabeleceu sobre a região. Municípios do Noroeste, Campanha e diversos vales gaúchos podem registrar máximas extremas entre 37°C e 40°C. Em Porto Alegre, o sol predomina entre nuvens com máxima prevista de 34°C, havendo risco de pancadas de chuva ao final do dia. No Paraná, Curitiba deve chegar aos 31°C, com previsão de maior instabilidade na quarta-feira (18) devido ao avanço de uma frente fria que, embora traga temporais, não terá força para derrubar as temperaturas de forma definitiva.

Na região Sudeste, o cenário é de calor persistente intercalado com pancadas de chuva irregulares. São Paulo deve registrar máximas de 31°C, com precipitações mais concentradas no interior e oeste do estado. No Rio de Janeiro, os termômetros podem atingir 32°C sob sol forte. Já em Minas Gerais e no Espírito Santo, o alerta é redobrado: como o solo já se encontra saturado pelas chuvas dos últimos dias, novas pancadas, mesmo que moderadas, podem causar transtornos em Belo Horizonte e no norte paulista.

Panorama para o Centro-Oeste, Norte e Nordeste

O Centro-Oeste mantém o padrão de umidade e calor, com chuvas mal distribuídas mas que podem ganhar intensidade em momentos isolados. Cidades como Campo Grande e Cuiabá devem manter médias de 31°C. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a tendência para março é de calor acima da média histórica em Mato Grosso do Sul, Goiás e no centro-sul de Mato Grosso, reforçando a sensação de um “verão prolongado”.

Nas regiões Norte e Nordeste, o protagonismo continua sendo o volume de chuvas. No Norte, os maiores acumulados se concentram em estados como Amazonas, Pará e Tocantins, onde o risco de temporais permanece alto. Já no Nordeste, a faixa que abrange do Maranhão ao Rio Grande do Norte segue como a mais favorecida por precipitações. O Inmet confirma que o prognóstico para este mês é de chuvas acima da média em grande parte dessas regiões, dando continuidade aos altos índices já registrados recentemente em localidades como Oiapoque e Parintins.

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