Poderosa explosão solar de Classe X lança plasma rumo à Terra; há risco de apagões de rádio e falhas em GPS
O Sol entrou em um estágio de forte atividade nesta semana, culminando em uma poderosa explosão de classe X que lançou uma massa massiva de plasma em direção ao nosso planeta. Esta Ejeção de Massa Coronal (EMC) deve atingir a atmosfera terrestre nas próximas 24 horas, colocando especialistas em clima espacial em estado de monitoramento contínuo.
Caso a nuvem de partículas mantenha sua força e direção, o Met Office do Reino Unido prevê que a Terra enfrente tempestades geomagnéticas de nível G3 (forte) ou até G4 (severo), o que poderia levar o espetáculo da aurora boreal a latitudes incomuns, alcançando regiões ao sul dos Estados Unidos e partes da Europa.
A dinâmica magnética e o desafio da previsão
A precisão sobre os impactos de uma tempestade solar depende de um detalhe invisível a olho nu: a orientação magnética da EMC. Cientistas explicam que, para que a energia solar penetre na magnetosfera terrestre, o campo magnético da ejeção precisa estar alinhado para o sul.
Se este componente estiver voltado para o norte, o campo magnético da Terra agirá como um escudo eficiente, desviando a maior parte da energia e minimizando os efeitos. A incerteza permanece até os momentos finais, pois a orientação real só pode ser confirmada quando a massa de plasma passa por sondas de monitoramento, como a DSCOVR, que estão posicionadas estrategicamente entre o Sol e a Terra.

Explosão de classe X e os apagões de rádio
O evento que deu origem a esse alerta foi uma erupção solar classificada como X1,9, o nível mais intenso na escala de medição de radiação solar. Originada na região ativa AR4341, a explosão atingiu seu ápice no início da tarde, liberando um flash de radiação que causou bloqueios imediatos de rádio de alta frequência em diversas partes do globo.
As Américas foram as regiões mais afetadas por essas interrupções, que prejudicam a comunicação entre aeronaves, navios e operações de rádio amador, classificadas como um evento de nível R3 (forte).

Riscos tecnológicos e o espetáculo no céu
Além de proporcionar auroras boreais deslumbrantes em locais onde o fenômeno é raro, uma tempestade geomagnética de nível G4 carrega riscos práticos para a infraestrutura moderna. O aumento da atividade solar pode causar interferências severas em sistemas de GPS, afetar o controle de satélites em órbita e gerar flutuações nas redes de transmissão de energia elétrica. Enquanto entusiastas da fotografia espacial se preparam para registrar as luzes no céu, operadoras de tecnologia e aviação permanecem em alerta para mitigar possíveis danos causados pelo plasma solar.


