Petro reage a Trump e convoca povo a “tomar o poder” contra possível invasão dos EUA
O cenário político na América Latina atingiu um novo nível de instabilidade após uma troca de declarações hostis entre os governantes da Colômbia e dos Estados Unidos. O presidente colombiano, Gustavo Petro, reagiu de forma incisiva às falas de Donald Trump, que sugeriu que uma operação militar no país sul-americano seria uma “boa ideia”.
Em resposta, Petro convocou a população colombiana a “tomar o poder” em todos os municípios caso uma invasão estrangeira venha a se concretizar, estabelecendo uma postura de resistência popular contra as sinalizações de Washington.
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A crise escalou após Trump classificar o governo colombiano como sendo liderado por um “homem doente”, acusando Petro de promover a produção e exportação de cocaína para o mercado norte-americano. O republicano afirmou ainda que tal situação não perduraria por muito tempo.
Essas declarações ocorreram no rastro de operações na Venezuela que resultaram na captura de Nicolás Maduro, sob alegações de envolvimento com o narcotráfico internacional.
Defesa da integridade pessoal e financeira
Diante das acusações de Trump, Petro utilizou suas redes sociais para refutar qualquer ligação com o crime organizado. O presidente colombiano enfatizou que sua legitimidade advém do voto popular e que sua vida financeira é transparente, destacando que seu único patrimônio é sua residência familiar, ainda financiada com seu salário. Ao publicar seus extratos bancários, o mandatário buscou afastar a imagem de enriquecimento ilícito, reforçando que não possui ambições gananciosas e que vive estritamente dentro de seus vencimentos como chefe de Estado.
Convocação popular e ordens às Forças Armadas
A estratégia de Petro para enfrentar uma eventual agressão externa foca na mobilização das bases civis e militares. Ele orientou que a defesa da presidência deve ocorrer através da ocupação do poder em escala local pelos cidadãos, deixando claro que a força pública tem ordens expressas para não agir contra a população, mas sim contra eventuais invasores. O presidente ressaltou que sua confiança reside na capacidade de mobilização do povo e no respeito à história do país.
Como comandante supremo das Forças Militares, Petro também enviou um alerta severo contra possíveis dissidências internas. Ele determinou que qualquer comandante que demonstre lealdade à bandeira dos Estados Unidos em detrimento da soberania colombiana deve ser removido de seu posto imediatamente, seja por ordem direta da presidência ou pela própria tropa. Ao invocar a figura histórica de Simón Bolívar, Petro apelou ao nacionalismo dos soldados para garantir o cumprimento da Constituição e a defesa da autonomia nacional frente às pressões externas.


