Pesquisa divulgada nesta segunda apresenta novos números para disputa presidencial
O cenário político para a eleição presidencial de 2026 mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na liderança em um eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro. De acordo com a pesquisa RealTime BigData divulgada nesta segunda-feira (1º), o atual mandatário soma 45% das intenções de voto contra 40% do parlamentar fluminense. Nesse embate direto, os votos brancos e nulos chegam a 8%, enquanto 7% dos entrevistados preferiram não responder ou se declararam indecisos.
O levantamento aponta uma reviravolta na tendência que vinha se desenhando nos meses anteriores. Em março, Lula sustentava uma vantagem apertada de 42% contra 41% de Flávio Bolsonaro, mas o cenário se inverteu em maio, quando o senador passou numericamente à frente, registrando 44% contra 43% do petista. Agora, o chefe do Executivo consegue retomar o fôlego e ampliar a distância para além da margem de erro.
Por outro lado, a disputa se mostra consideravelmente mais acirrada quando o atual presidente enfrenta outros nomes da oposição. Em uma simulação de segundo turno contra o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, há um empate técnico exato, com ambos os pré-candidatos registrando 43% das intenções de voto, com 8% de brancos e nulos e 6% de indecisos. Situação semelhante ocorre no confronto com o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema. Lula aparece com 43% e o político mineiro com 40%. Como a margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, a diferença configura um empate técnico entre os dois.
Nos cenários de segundo turno menos competitivos, o atual presidente mantém uma distância confortável de seus opositores. Em um duelo contra Renan Santos, representante do partido Missão, Lula acumula 46% da preferência do eleitorado, enquanto o rival atinge 30%, deixando uma parcela considerável de 12% de votos brancos e nulos e outros 12% de indecisos. A vantagem do petista se amplia ainda mais diante do ex-governador mineiro Aécio Neves, com o placar marcando 47% a 23%, sob um índice de 16% de brancos e nulos e 14% de eleitores que não souberam responder.
Rejeição ao atual governo e à oposição divide o eleitorado
O estudo da RealTime BigData também mapeou o índice de rejeição dos potenciais candidatos ao Palácio do Planalto, evidenciando a forte polarização que ainda molda o país. Os dois principais protagonistas do cenário eleitoral, Lula e Flávio Bolsonaro, dividem a liderança desse indicador negativo, com 48% dos entrevistados afirmando que não votariam neles de forma alguma.
Logo atrás na lista dos mais rejeitados aparece o tucano Aécio Neves, com 45%, seguido por Ronaldo Caiado com 39% e Romeu Zema com 35%. Os demais nomes testados apresentam índices que variam de forma decrescente: Aldo Rebelo pontua com 34%, seguido de perto por Cabo Daciolo com 32% e Samara Martins com 31%. O pelotão de menor rejeição inclui Rui Costa Pimenta com 30%, além de Renan Santos e Hertz Dias, ambos com 28%. Fechando a lista, Joaquim Barbosa e Edmilson Costa compartilham 27% de rejeição, enquanto o escritor Augusto Cury surge como o menos rejeitado, com 24%. Apenas 2% dos participantes afirmaram que poderiam votar em qualquer um dos candidatos e outros 2% preferiram não opinar.
O comportamento dos eleitores em caso de ausência dos favoritos
Um dos pontos de maior interesse estratégico para os partidos é a definição da segunda opção de voto dos eleitores. Caso Lula fique fora do pleito, a maior parte do seu eleitorado tende a anular ou votar em branco, somando 28%, ou se manter indecisa, que representa 23%. Entre os candidatos remanescentes, Aldo Rebelo herdaria 9%, seguido por Ronaldo Caiado e Joaquim Barbosa, ambos com 8%. Curiosamente, 4% migraram para Flávio Bolsonaro e a mesma porcentagem para Augusto Cury. Nomes como Cabo Daciolo, Samara Martins e Aécio Neves receberiam 3% cada, enquanto Rui Costa Pimenta, Romeu Zema e Renan Santos ficariam com 2%. Edmilson Costa pontua com 1% e Hertz Dias não pontuou.
No campo conservador, os eleitores de Flávio Bolsonaro escolheriam majoritariamente Ronaldo Caiado, com 23%, seguido por Romeu Zema, com 20%, e Renan Santos, com 17%. O ex-ministro Joaquim Barbosa aparece como opção para 9%, Aécio Neves para 7%, e Cabo Daciolo para 6%. Tanto Augusto Cury quanto o próprio Lula herdariam 5% desses votos, enquanto Aldo Rebelo receberia 3% e Rui Costa Pimenta 1%. Os demais candidatos zeraram, com brancos e nulos somando 3% e indecisos apenas 1%.
A fidelidade da direita se repete no eleitorado de Ronaldo Caiado. Se o goiano não concorrer, Flávio Bolsonaro se torna o principal beneficiado, atraindo 31% de suas intenções de voto. Romeu Zema ficaria com 17% e Renan Santos com 10%. Joaquim Barbosa herda 9%, Aécio Neves fica com 7% e Lula atrai 6% desse grupo. Augusto Cury aparece com 5%, Aldo Rebelo com 3% e Cabo Daciolo com 2%. Os demais candidatos não pontuaram, enquanto brancos, nulos e indecisos registram 5% cada.
A dinâmica é bastante parecida entre os apoiadores de Romeu Zema. Na falta do ex-governador mineiro, Flávio Bolsonaro capta 28% das intenções, seguido de perto por Ronaldo Caiado com 22% e Renan Santos com 21%. Joaquim Barbosa ficaria com 8% e o presidente Lula herdaria 7% desse eleitorado. Aécio Neves capta 5% e Augusto Cury fica com 4%. Os outros nomes da lista não somaram pontos, enquanto brancos e nulos representam 3% e indecisos são 2%.
Por fim, os eleitores que declararam preferência por Renan Santos enxergam em Romeu Zema sua principal alternativa, garantindo a ele 21% dos votos. Flávio Bolsonaro aparece em seguida com 16%, colado em Ronaldo Caiado, que registra 15%. Joaquim Barbosa atrai 8%, enquanto Lula e Aécio Neves dividem 3% cada. Augusto Cury e Aldo Rebelo marcam 2% cada, e Cabo Daciolo soma 1%. Os demais candidatos zeraram nesse cenário, que se destaca por um alto índice de desengajamento: 16% optariam por branco ou nulo e 13% ficariam indecisos.
A pesquisa nacional foi realizada pela RealTime BigData e contou com entrevistas presenciais e telefônicas junto a 2.000 eleitores, distribuídos por todo o território nacional. A coleta de dados ocorreu entre os dias 29 e 30 de maio de 2026. O levantamento possui uma margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e adota um nível de confiança de 95%.