Parciais do exterior mostram disputa voto a voto na eleição para presidente; confira

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O balanço preliminar da apuração das urnas instaladas fora do território brasileiro aponta um cenário de disputa polarizada entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) nos primeiros países que encerraram o processo de votação. Como o pleito no exterior obedece ao fuso horário local, os resultados começaram a ser divulgados antes mesmo da abertura das urnas no Brasil, com transmissão oficial registrada no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Desempenho na Oceania e na Ásia

A Nova Zelândia e a Austrália foram os primeiros locais a computar os votos da comunidade brasileira, com vantagem inicial para o candidato do Partido dos Trabalhadores. No território neozelandês, Lula obteve 234 sufrágios, enquanto Flávio Bolsonaro registrou 64. A tendência favorável ao petista repetiu-se em solo australiano, onde alcançou 4.562 votos frente aos 2.579 recebidos pelo representante do PL.

No continente asiático, a liderança de Lula se confirmou em nações como Coreia do Sul, com 123 a 72, Malásia, com 44 a 27, e Singapura, onde marcou 190 contra 92. Na China continental, a soma das seções de Pequim, Xangai e Cantão também favoreceu o petista por 268 a 98. Por outro lado, Flávio Bolsonaro levou vantagem em Hong Kong, registrando 105 votos ante 99 do adversário, e em Taiwan, com 107 a 77.

O principal destaque negativo para o petista na Ásia ocorreu no Japão, reduto onde o candidato do PL obteve a maior vantagem numérica desta etapa inicial. Após o encerramento das urnas japonesas, Flávio somou expressivos 25.109 votos, superando com ampla margem os 5.567 votos destinados a Lula.

Resultados no Oriente Médio

O cenário no Oriente Médio apresentou variações geográficas significativas na preferência do eleitorado expatriado. Lula obteve vitórias expressivas na Síria, com 97 votos a 7, na Arábia Saudita, marcando 52 a 22, e na Palestina, onde obteve 1.078 votos na seção de Ramala contra 46 de seu opositor.

Em contrapartida, Flávio Bolsonaro obteve maioria expressiva em Israel, totalizando 523 votos somados em todas as seções do país, enquanto o candidato petista ficou com 92. O representante do PL também saiu vitorioso nas Filipinas, com 33 a 26 em Manila, na Tailândia, com 51 a 40 em Bangkok, e em Nova Delhi, na Índia, onde venceu por uma margem mínima de dois votos de diferença. Na região do Golfo Pérsico, a tendência favorável ao PL se manteve: no Qatar, o placar foi de 173 a 147, e nos Emirados Árabes Unidos, Flávio alcançou 659 votos contra 512 do concorrente.

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Disputa na Europa

Na Estônia, o candidato Lula lidera com 142 votos contra 19 do adversário. A vantagem de Lula também se confirma na Finlândia, onde obteve 475 votos frente a 155, e no Chipre, registrando 24 votos contra 20 de Flávio. Por outro lado, a tendência se inverteu na Grécia, especificamente na cidade de Atenas, onde Flávio aparece à frente na parcial com 230 votos contra 196 de Lula. Países de grande concentração de brasileiros, como França, Reino Unido e Alemanha, ainda não divulgaram parciais oficiais, embora o processo de votação já tenha sido encerrado nessas localidades.

Perfil e dimensão do eleitorado fora do Brasil

Enquanto a contagem avança, o TSE registrou uma intensa movimentação burocrática relacionada à regularização eleitoral. Até as 7 horas da manhã, um total de 124 mil eleitores já havia formalizado a justificativa de ausência no exterior. É importante destacar que os brasileiros com domicílio eleitoral fora do país participam exclusivamente das eleições para presidente e vice-presidente, ficando excluídos das disputas legislativas e estaduais.

Os dados oficiais do TSE para o ano de 2026 mostram que 918.876 eleitores estão aptos a votar no exterior, o que representa pouco mais de 0,5% do eleitorado nacional total, evidenciando um crescimento expressivo de 358% desde o pleito de 2010. A votação está estruturada em 186 cidades de 134 países, ocorrendo majoritariamente em consulados, embaixadas, além de escolas e hotéis designados. Desse total, os Estados Unidos concentram a maior parcela da comunidade votante, com aproximadamente 265 mil eleitores, seguidos por Portugal, Japão, Canadá e Alemanha.

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