Países do Oriente Médio são alvos de série de ataques com mísseis e drones do Irã; Kuwait decreta toque de recolher

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O Oriente Médio entrou em estado de alerta máximo nesta terça-feira (7) após o Irã deflagrar uma série de ataques coordenados contra diversas nações da região. Relatos confirmam o lançamento de mísseis e drones de Teerã contra alvos no Catar, Bahrein e Emirados Árabes Unidos. A ofensiva ocorre em um momento de extrema tensão diplomática, poucas horas antes do encerramento do prazo estipulado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que o governo iraniano aceite um novo acordo favorável aos interesses de Washington.

O cenário de guerra se espalhou rapidamente pelas capitais do Golfo. Em Doha, no Catar, a agência Reuters confirmou que explosões foram ouvidas, enquanto o governo local afirmou ter interceptado ataques com sucesso. Simultaneamente, o Bahrein acionou sirenes de emergência em todo o seu território, orientando a população a buscar abrigos seguros. Nos Emirados Árabes Unidos, as defesas aéreas entraram em operação para combater uma combinação de mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e aeronaves não tripuladas. No Iraque, instalações americanas próximas ao aeroporto de Bagdá também foram alvejadas, com registros de incêndios no local.

Teerã declara zonas militares e impõe bloqueios

A movimentação militar foi precedida por um alerta contundente da mídia estatal iraniana, que informou o fechamento de infraestruturas críticas. Diversas pontes e estradas na Arábia Saudita, nos Emirados e no Bahrein foram declaradas zonas militares sob ameaça de Teerã. Como reflexo imediato do pânico regional, o governo do Kuwait decretou toque de recolher nacional, permitindo a circulação de cidadãos apenas em casos de extrema necessidade. Enquanto o cerco se fecha no Golfo, o Irã mantém os disparos contra Israel, em retaliação direta à morte do chefe de Inteligência da Guarda Revolucionária por forças israelenses.

Embate diplomático e alerta de “genocídio” na ONU

Enquanto o conflito físico se intensifica, uma guerra de narrativas ocorre nas Nações Unidas. O enviado iraniano na ONU, Amir-Saeid Iravani, condenou as recentes declarações de Donald Trump, classificando-as como incitação a crimes de guerra e “potencial genocídio”. Iravani afirmou que o Irã exercerá seu direito de autodefesa e tomará medidas proporcionais caso os EUA cumpram suas ameaças. O representante instou o Conselho de Segurança a intervir no Estreito de Ormuz para evitar uma catástrofe humanitária e militar sem precedentes.

A tensão atingiu o ápice após uma publicação de Donald Trump na rede social Truth Social, onde o presidente americano afirmou que “uma civilização inteira morrerá nesta noite”. A declaração foi feita pouco antes do prazo final para a reabertura do Estreito de Ormuz, ponto crucial para o comércio mundial de petróleo. Trump lamentou a postura do regime iraniano, que comanda o país há 47 anos, e indicou que um desfecho violento é iminente, afirmando que não gostaria que o pior acontecesse, mas que “provavelmente acontecerá”.

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