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Operação em Juiz de Fora: homem é alvo de busca após ameaçar Flávio Bolsonaro com emojis de faca

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Um homem foi conduzido para prestar depoimento em Juiz de Fora (MG), neste sábado (15), após ser alvo de um mandado de busca e apreensão cumprido com o apoio da Polícia Civil mineira. A ação decorre de investigações sobre postagens contendo ameaças direcionadas ao senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República.

Monitoramento de inteligência e identificação da ameaça

De acordo com a Secretaria de Polícia Legislativa do Senado Federal, o alerta foi emitido pela sala de situação de inteligência, que realiza o monitoramento contínuo de riscos a parlamentares em período de campanha eleitoral. O conteúdo foi repassado ao senador, que formalizou representação criminal junto à Polícia Legislativa.

A investigação apontou que o suspeito comentou em uma publicação nas redes sociais do próprio candidato com a frase “dessa vez deixa comigo”, acompanhada de emojis de facas. A escolha do local e do símbolo desperta atenção histórica: Juiz de Fora é o mesmo município onde o ex-presidente Jair Bolsonaro, pai de Flávio, foi vítima de um atentado a faca durante um ato de campanha em 2018, ocorrido no Calçadão da Rua Halfeld. A agenda da atual campanha prevê um evento do candidato na cidade nesta próxima segunda-feira (17).

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Medidas cautelares e restrições impostas pela Justiça

Após a identificação da ameaça, a Polícia do Senado acionou o Ministério Público de Minas Gerais, resultando na expedição de ordens judiciais de busca e apreensão de celulares e computadores, além da quebra do sigilo telemático para a análise de possíveis mensagens e registros telefônicos.

Como medida preventiva de proteção, a Justiça determinou que o investigado está proibido de se aproximar de Flávio Bolsonaro, ficando sujeito à prisão caso se aproxime a menos de 500 metros do candidato, de sua residência, de seus locais de trabalho ou de quaisquer atividades ligadas à campanha. O material eletrônico recolhido passará por perícia técnica, enquanto o inquérito segue sob sigilo.

Foto: Ricardo Stuckert/PR e Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

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