Nova pesquisa presidencial detalha intenções de voto e expõe divisão por gênero e religião

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Uma nova pesquisa do instituto Atlas/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira, 1º de julho, aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na liderança da corrida pela reeleição no primeiro turno, registrando 46,3% das intenções de voto. O principal oponente, o pré-candidato Flávio Bolsonaro, aparece com 36%. O atual mandatário performa como o favorito em todos os cenários testados pelo levantamento, mantendo a vantagem inclusive em uma simulação de segundo turno contra o parlamentar.

No principal cenário de primeiro turno, atrás de Lula e Flávio Bolsonaro, desponta Renan Santos com 7,8% das intenções de voto. Na sequência, aparecem o governador Ronaldo Caiado com 2,9%, Romeu Zema com 2% e Joaquim Barbosa com 1%. Um grupo de candidatos pontuou abaixo de 1%, composto por Aécio Neves, Samara Martins, Augusto Cury, Cabo Daciolo e Rui Costa Pimenta. Os candidatos Edmilson Costa e Hertz Dias fecham a lista com 0%. Os votos brancos ou nulos somaram 1,1%, enquanto os indecisos representam 0,1%.

Recortes demográficos e o impacto do cenário político recente

O levantamento detalha o comportamento do eleitorado a partir de recortes de gênero e religião. Entre o público masculino, Lula lidera com folga ao somar 49,2% das preferências contra 29,1% de Flávio. Já o eleitorado feminino mostra um cenário de virtual empate técnico, com Flávio Bolsonaro registrando 43,5% e Lula com 42,7%. No segmento religioso, os católicos preferem o atual presidente por 48,3% a 37,9%, enquanto os evangélicos inclinam-se majoritariamente por Flávio, que lidera com 42,9% contra 39,7% do petista. A maior disparidade ocorre entre agnósticos e ateus, nicho no qual Lula alcança 75,5% das intenções de voto frente a apenas 8,7% do filho de Jair Bolsonaro.

A coleta de dados ocorreu entre os dias 26 e 30 de junho, refletindo um período de forte movimentação nos bastidores políticos de ambos os lados. Pela direita, os ataques diretos de Michelle Bolsonaro a Flávio expuseram divisões internas tanto na família quanto no próprio movimento bolsonarista, em um momento no qual o pré-candidato também enfrenta investigações ligadas ao Banco Master. Pela esquerda, a semana foi marcada pela saída do senador Jaques Wagner da liderança do governo no Senado, após uma operação da Polícia Federal que apura supostos envolvimentos em crimes relacionados ao mesmo caso financeiro.

Projeções com listas reduzidas e substituição de candidatura

Em uma simulação de primeiro turno com menos concorrentes na disputa, Lula preserva o favoritismo e sobe para 47,2% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro com 36,3%. Nesse desenho mais enxuto, Renan Santos retém seus 7,8%, Ronaldo Caiado oscila para 3,1%, Romeu Zema vai a 3,0% e Joaquim Barbosa alcança 1,2%. O índice de eleitores que optariam por votos brancos ou nulos fixa-se em 1,2%, restando 0,1% que não souberam responder.

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O instituto também testou um cenário alternativo no qual Michelle Bolsonaro substitui Flávio na cabeça de chapa do PL. Nessa hipótese, Lula lidera com 47,1%, enquanto a ex-primeira-dama atrai 19,3% das intenções de voto. O recuo da candidatura da oposição abre espaço para o crescimento de outros nomes, com Romeu Zema subindo para 8,6%, seguido de perto por Renan Santos e Ronaldo Caiado, ambos empatados com 8,1%, além de Joaquim Barbosa com 1,7%. Diante dessa configuração, os votos brancos e nulos saltam para 5,1% e o contingente de indecisos passa para 2%.

O levantamento atual consolida o momento de maior distanciamento a favor de Lula em um eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro ao longo de todo o ano. Na simulação atual, o petista atinge 48,8% das intenções de voto contra 42,3% do oponente, com 8,9% de brancos e nulos.

O avanço do atual presidente fica evidente quando comparado aos resultados passados medidos pelo instituto. Em janeiro de 2026, Lula registrava 49% contra 45% de Flávio, com 6% de brancos e nulos. No mês de fevereiro de 2026, os dois apareciam tecnicamente empatados com 46% cada e 8% de brancos e nulos. Em março de 2026, o cenário permaneceu equilibrado, com Lula marcando 48% frente a 47% de Flávio e 6% de brancos e nulos. Em abril de 2026, a igualdade absoluta se repetiu com ambos pontuando 48% e os votos nulos ou brancos somando 5%.

Além da vantagem sobre Flávio, Lula também vence todos os demais adversários testados em eventuais segundos turnos. Contra Ronaldo Caiado, o placar fica em 48% a 39%, com 13,1% de nulos e brancos. Diante de Romeu Zema, o petista pontua 48,2% contra 38,5% do governador mineiro, com 13,3% de nulos ou brancos. Em um embate contra Renan Santos, o resultado é de 49,2% a 28,9%, acumulando 21,9% de brancos e nulos. Em um confronto direto com Michelle Bolsonaro, Lula vence por 48,7% a 38,9%, restando 12,4% de brancos e nulos. Por fim, mesmo diante do ex-presidente Jair Bolsonaro, que permanece inelegível, Lula lidera por 48,6% a 43,1%, registrando 8,3% de votos brancos ou nulos.

A pesquisa Atlas/Bloomberg está oficialmente registrada sob o protocolo BR-04582/2026 junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As entrevistas foram realizadas por meio de recrutamento digital aleatório, coletando respostas organicamente de internautas de todas as regiões do país. Ao todo, foram ouvidos 4.999 cidadãos com 16 anos ou mais, estabelecendo uma margem de erro de 1 ponto percentual para mais ou para menos.

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