Nova onda de ataques aéreos dos EUA atingem alvos estratégicos no Irã com aval de Trump
As forças do Comando Central dos EUA (Centcom) iniciaram uma nova onda de bombardeios contra o território iraniano nesta quarta-feira. De acordo com o comunicado oficial do órgão, a ação foi determinada pelo comandante-em-chefe com o objetivo explícito de minar a capacidade de Teerã de ameaçar a livre navegação no Estreito de Ormuz. Washington responsabiliza diretamente a República Islâmica pela recente agressão injustificada contra embarcações mercantes e tripulações civis que operam nessa hidrovia estratégica internacional.
Ampliação dos alvos e infraestrutura atingida
Esta nova fase da operação militar apresentou um escopo significativamente maior do que as incursões registradas nos dias anteriores. Fontes do governo americano indicaram que a ofensiva atual mirou complexos de radares costeiros, posições de mísseis antinavio e sistemas de defesa aérea. Em solo iraniano, relatos da mídia local confirmaram fortes explosões nas cidades portuárias de Bandar Abbas e Sirik pelo segundo dia consecutivo, além de detonações registradas em Konarak, Chabahar e em áreas marítimas na costa oeste.
Os impactos também alcançaram pontos críticos para a economia do Irã. Houve registros de estrondos na ilha de Qeshm e, de forma mais alarmante, na ilha de Jarg, região que abriga a principal infraestrutura petrolífera do país e por onde escoam cerca de 90% de todas as exportações de petróleo bruto iraniano.
Retaliação e o histórico do confronto
O cenário atual reflete o desdobramento de uma série de ataques iniciados pelos Estados Unidos na última terça-feira, desenhados para impor altos custos políticos e militares ao regime de Teerã devido aos incidentes com navios comerciais. A investida inicial de Washington, contudo, não ficou sem resposta. Em uma reação imediata, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã mobilizou uma operação conjunta de mísseis e drones que mirou 85 alvos militares associados aos EUA espalhados pelo Oriente Médio, consolidando um ciclo perigoso de retaliações mútuas na região.