Nova frente fria traz risco de granizo ao Sul, enquanto abafamento continuam no Sudeste e Centro-Oeste
A chegada de uma nova frente fria ao Sul do Brasil na próxima sexta-feira, dia 13, deve intensificar o risco de temporais e provocar acumulados significativos de chuva.
O fenômeno afetará principalmente o Rio Grande do Sul e Santa Catarina durante o fim de semana, sendo impulsionado pelo encontro de uma massa de ar frio com o ar quente predominante na região. Essa dinâmica favorece a subida do ar quente, gerando nuvens carregadas, ventos fortes e queda nas temperaturas.
Com a desconfiguração da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), a umidade que antes se concentrava no Sudeste e Centro-Oeste agora se desloca para o Sul. Em capitais como Porto Alegre, a previsão já indica trovoadas na sexta-feira com máximas de 29 °C.
Florianópolis e Curitiba também devem registrar instabilidades frequentes, com acumulados que podem atingir 50 milímetros em apenas 24 horas em áreas catarinenses, acompanhados de descargas elétricas e eventual queda de granizo.
Instabilidade e calor no Sudeste e Centro-Oeste
Enquanto o Sul se prepara para o avanço da frente fria, o Sudeste manterá áreas de instabilidade, embora com uma distribuição mais irregular das precipitações. Entre os dias 13 e 16, a tendência é de redução das chuvas em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo.
O calor, no entanto, permanece intenso em solo fluminense e capixaba, com termômetros podendo superar os 34 °C. Já em São Paulo e no sul mineiro, a nebulosidade deve manter as temperaturas mais amenas, oscilando entre 24 °C e 28 °C.
No Centro-Oeste, o cenário é de chuva persistente, especialmente em Mato Grosso e Goiás, onde os volumes acumulados podem ultrapassar os 150 milímetros em uma semana. Brasília deve registrar pancadas isoladas com máximas de até 28 °C, enquanto Campo Grande e Cuiabá seguem com o típico abafamento de verão, mantendo as temperaturas acima dos 30 °C.
Fatores meteorológicos e o panorama nas demais regiões
A persistência das chuvas em grande parte do país é explicada pela combinação de corredores de umidade vindos da Amazônia e o aquecimento das águas do oceano, que retém os sistemas instáveis próximos à costa. Antes mesmo da nova frente fria se estabelecer, o excesso de vapor d’água na atmosfera continua a favorecer tempestades severas entre o final da tarde e a noite em diversos estados brasileiros.
Nas regiões Norte e Nordeste, o transporte de umidade oceânica e amazônica dita o ritmo do tempo. O Amapá e o norte do Pará estão na rota de temporais mais fortes, enquanto no interior do Nordeste, entre o Maranhão e a Bahia, as pancadas ocorrem de forma mais isolada. Nas capitais litorâneas como Salvador e Recife, o sol deve alternar com chuvas rápidas, mantendo o clima quente com médias próximas aos 30 °C.