Norte de Israel é alvo de mísseis do Hezbollah: IDF responde com bombardeios pesados no Líbano após repetidas violações
O cenário de hostilidades entre Israel e o Hezbollah permanece crítico no sul do Líbano e no norte de Israel. Mesmo com o recente anúncio de prorrogação do frágil cessar-fogo por mais algumas semanas, o último sábado foi marcado por uma sucessão de ataques e contra-ataques que colocam em xeque a estabilidade do acordo. A fronteira continua sendo palco de uma troca constante de agressões, evidenciando a dificuldade de manter a cessação das operações militares na região.
Ofensivas aéreas e novas tecnologias de ataque
Durante a tarde de sábado, o Hezbollah lançou dois foguetes e um drone em direção ao território israelense, disparando sirenes de alerta em diversas localidades do norte. As Forças de Defesa de Israel (IDF) confirmaram a interceptação de parte dos artefatos, enquanto um dos mísseis atingiu uma área aberta, sem deixar vítimas. Além disso, as forças israelenses neutralizaram um objeto aéreo suspeito no sul do Líbano, reforçando a vigilância sobre as movimentações do grupo libanês.
A dinâmica dos ataques tem revelado o uso de tecnologias que visam burlar as defesas eletrônicas. O Hezbollah utilizou drones de visão em primeira pessoa (FPV) carregados de explosivos contra posições israelenses. Alguns desses dispositivos são operados via cabos de fibra óptica, uma técnica que impede a interferência de sinal. Embora drones tenham explodido próximos às tropas, as autoridades israelenses não registraram feridos nessas incursões específicas, classificando as ações como violações flagrantes do acordo vigente.
Operações terrestres e eliminação de alvos
Em resposta às ameaças, Israel conduziu uma série de ataques direcionados que resultaram na morte de diversos membros do Hezbollah. Em Yohmor, ao norte da zona de segurança, uma caminhonete que transportava três homens armados foi destruída. Outras intervenções aéreas na zona de controle resultaram na morte de um motociclista e de outros dois militantes armados. Segundo as IDF, todos os alvos representavam perigo imediato às unidades que operam no terreno.
O Exército de Israel também concentrou esforços na destruição de infraestruturas estratégicas. Edifícios utilizados pela Força Radwan, a unidade de elite do Hezbollah, foram atingidos sob a justificativa de que serviam para o armazenamento de armamentos e planejamento de ofensivas. O Ministério da Saúde do Líbano confirmou que os bombardeios israelenses no sul do país resultaram em quatro mortes durante o final de semana.
As operações ocorrem em um momento de incerteza diplomática. Na última quinta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a extensão do cessar-fogo por mais três semanas, ressalvando que Israel mantém o direito de agir em legítima defesa. Contudo, os números indicam uma realidade distante de uma paz plena: desde o início formal da trégua em 17 de abril, Israel afirma ter eliminado mais de 30 integrantes do Hezbollah e destruído centenas de instalações.
Por outro lado, o Hezbollah justifica suas ações diárias como uma resposta às supostas infrações cometidas por Israel. Enquanto os mediadores internacionais tentam consolidar a prorrogação do acordo, o cotidiano na zona de fronteira permanece pautado pelo som de sirenes e explosões, mantendo civis e militares em estado de alerta máximo.