Nikolas justifica voto contra MP Gás do Povo: “Lula quer complicar a vida dos brasileiros
A aprovação da medida provisória que institui o programa “Gás do Povo” na Câmara dos Deputados gerou reações da oposição nas redes sociais. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) utilizou suas contas oficiais para justificar seu voto contrário à proposta do governo Lula.
Segundo o parlamentar, o novo modelo é desnecessário e “complica” o que já estava estabelecido no programa anterior, o Gás dos Brasileiros.
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O congressista mineiro argumentou que a mudança no sistema de benefício prejudica a autonomia das famílias, uma vez que o formato anterior depositava o recurso diretamente na conta do beneficiário, permitindo a escolha livre do local de compra.
Questionamentos sobre custos e dados sociais
Além da crítica à logística do programa, que agora exige a retirada do botijão em revendedoras credenciadas, Ferreira levantou dúvidas sobre os impactos econômicos da medida. Para o deputado, o novo sistema pode resultar no encarecimento do produto e possuir motivações eleitorais.
Ele também aproveitou a oportunidade para contestar as estatísticas de redução da pobreza divulgadas pelo governo federal. O parlamentar questionou a contradição entre o discurso de melhoria social e o fato de que, segundo ele, 50 milhões de brasileiros ainda dependem de assistência governamental para garantir o gás de cozinha.
Aprovação expressiva e próximos passos
Apesar das críticas pontuais, o texto-base da MP avançou no Legislativo com forte apoio político. A proposta recebeu 415 votos favoráveis contra apenas 29 contrários, incluindo o de Nikolas Ferreira e o da deputada Bia Kicis (PL-DF). Com o aval da Câmara, o projeto segue agora para a análise do Senado Federal.
O governo espera que, caso aprovado sem grandes modificações, o Gás do Povo esteja em plena operação até março, ampliando significativamente a rede de assistência em comparação ao modelo atual.
O Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) projeta que a iniciativa beneficie aproximadamente 15 milhões de famílias, substituindo o antigo Auxílio Gás, que atendia 4,4 milhões de pessoas com pagamentos bimestrais. O foco central da nova estratégia é o combate à chamada “pobreza energética”, garantindo o acesso gratuito ao botijão de 13 quilos em mais de 10 mil pontos de venda credenciados.
De acordo com a pasta, o programa já possui infraestrutura instalada em todas as capitais brasileiras, visando facilitar o atendimento a quem possui dificuldade de acesso a serviços essenciais de energia.


