Nikolas enfrenta a estrada: a pé de Minas a Brasília contra prisão de Bolsonaro e condenados pelos 8/1
O cenário político nacional ganhou um novo elemento de mobilização nesta segunda-feira (19), com o anúncio do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) de que retornará à capital federal a pé. Partindo de Minas Gerais, o parlamentar classificou a jornada como um movimento simbólico destinado a manifestar indignação contra a detenção do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros condenados pelos atos ocorridos em 8 de Janeiro de 2023.
Através de suas redes sociais, Nikolas afirmou que a iniciativa visa resgatar a esperança de apoiadores que se sentem impotentes diante da atual conjuntura jurídica e política do país, com previsão de chegada ao Distrito Federal para o próximo domingo (25).
Motivação simbólica e crítica ao cenário institucional
Em pronunciamento em vídeo, o deputado descreveu um sentimento de inquietude e “manipulação psicológica” que, segundo ele, tem atingido o povo brasileiro diante de sucessivos escândalos. Ele argumentou que a caminhada serve para “trazer luz” a situações que considera injustiças, mencionando que a sensação de paralisia não é exclusiva dos cidadãos comuns, mas também compartilhada por membros do Legislativo.
O parlamentar destacou que, diante da percepção de que os meios de ação jurídicos e legislativos estariam esgotados, a voz e a presença física nas ruas tornaram-se os instrumentos restantes de resistência.
Paralelo com 2016 e a “estratégia da invisibilidade”
Nikolas Ferreira traçou um paralelo histórico com as mobilizações de 2016, que culminaram no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, para reforçar sua crença no “poder das ruas” e da verdade. Segundo o deputado, existe uma estratégia deliberada por parte de seus adversários políticos para silenciar a oposição e empurrá-la para a invisibilidade.
Ele defende que o ato de caminhar centenas de quilômetros é uma forma de relembrar a identidade e o propósito do seu grupo político, assegurando aos seus seguidores que eles não estão isolados no atual embate democrático.
Relatos de casos e homenagens durante o trajeto
Durante o percurso, o parlamentar pretende utilizar suas plataformas digitais para manter o engajamento e detalhar as razões do protesto. Nikolas anunciou que, a cada 10 quilômetros percorridos, fará uma publicação relembrando episódios que considera absurdos ou violações de direitos no Brasil.
O primeiro desses relatos focou na morte de Cleriston Pereira da Cunha, o “Clezão”, ocorrida no Complexo Penitenciário da Papuda. O caso é frequentemente citado por parlamentares da oposição como um símbolo de falhas no sistema de prisões preventivas relacionadas aos eventos de 8 de Janeiro, servindo como o marco inicial da narrativa que o deputado pretende construir até sua chegada a Brasília.


