“Não sou doido de querer briga com ele”, diz Lula sobre relação com Trump
Em um discurso com forte teor político realizado nesta segunda-feira (9) no Instituto Butantan, em São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou a volatilidade do mercado de câmbio, atribuindo a recente alta do dólar a fatores internacionais. Segundo o mandatário, as oscilações da moeda americana estão atreladas ao “humor” do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e não refletem a solidez da economia brasileira.
Apesar da crítica, Lula buscou moderar o tom, enfatizando que não possui interesse em estabelecer um conflito diplomático com a Casa Branca, afirmando categoricamente que não pretende “comprar briga” com o líder norte-americano.
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Soberania e equilíbrio diplomático
Ao detalhar as diretrizes da política externa brasileira, o presidente reforçou a busca por uma postura de equilíbrio e respeito mútuo no cenário global. Lula destacou que o Brasil rejeita tanto o desejo de supremacia sobre vizinhos sul-americanos quanto uma posição de subordinação perante potências como China e Estados Unidos.
O petista defendeu vigorosamente o multilateralismo, classificando-o como o pilar essencial da estabilidade internacional desde o fim da Segunda Guerra Mundial, e criticou posturas unilaterais que ignoram fóruns globais de decisão.
Cooperação na saúde e pragmatismo econômico
No campo da saúde, o presidente sinalizou a intenção de ampliar convênios internacionais para o fortalecimento do Programa Nacional de Imunizações. Ele citou especificamente a China como uma parceira potencial para a produção em massa de vacinas, questionando a lógica de não estabelecer acordos que possam beneficiar a população.
Encerrando sua fala, Lula afirmou que a diplomacia de seu governo é pautada pelo pragmatismo, garantindo que o país não está “escolhendo lados” entre Washington e Pequim, mas priorizando parcerias que ofereçam os melhores resultados para os interesses nacionais brasileiros.


