Na Globo, Flávio alerta para risco de quebradeira, defende o Pix e nega irregularidades em filme
O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, foi o sabatinado desta sexta-feira na série de entrevistas da TV Globo com os presidenciáveis e defendeu a legalidade dos recursos recebidos para a produção de um filme em homenagem ao pai. Questionado por César Tralli e Renata Vasconcellos sobre os R$ 61 milhões repassados pelo banqueiro Daniel Vorcaro — dono do Banco Master e atualmente preso sob suspeita de fraudes bilionárias —, o senador negou qualquer contrapartida. Ele insistiu que a verba constitui um financiamento privado para uma obra de arte e que não houve desvio ou transferência para sua conta pessoal, embora a Polícia Federal investigue se o montante foi realmente aplicado no longa-metragem ou utilizado em despesas nos Estados Unidos.
Posicionamento sobre o STF e as eleições
Durante o embate com os jornalistas, Flávio classificou como “farsa” a condenação de seu pai por tentativa de golpe de Estado e criticou nominalmente os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin. O candidato prometeu recolocar as instituições em ordem, mas omitiu detalhes sobre como pretendia fazê-lo. No âmbito eleitoral, após ser confrontado com declarações anteriores dadas a diplomatas estrangeiros em que associava as urnas eletrônicas à empresa Smartmatic — alegação desmentida pelo Tribunal Superior Eleitoral —, Flávio admitiu ter falado de forma equivocada sobre a fabricante, porém garantiu que acatará integralmente o resultado das urnas neste pleito.
Relação com os Estados Unidos e Economia
A atuação de seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, nos Estados Unidos também entrou em pauta devido às sanções econômicas e à inclusão de ministros do STF na Lei Magnitsky pelo governo Donald Trump. Flávio saiu em defesa do irmão, negando que a família priorize interesses particulares e culpando a administração de Luiz Inácio Lula da Silva pelas tensões diplomáticas e pelas tarifas comerciais impostas ao país. No setor econômico, o presidenciável alertou para o risco de uma crise financeira generalizada decorrente do endividamento público e da alta carga tributária, prometendo implementar um ajuste fiscal rigoroso, ao mesmo tempo em que garantiu a preservação da política de valorização do salário mínimo e dos aposentados, distanciando-se de declarações anteriores de sua própria equipe de campanha.