Moraes marca interrogatório de Eduardo Bolsonaro por tentativa de interferência em ação no Supremo
Eduardo Bolsonaro é alvo de uma ação penal que apura tentativas de interferência e influência, realizadas fora do Brasil, no julgamento do processo sobre a trama golpista que resultou na condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. O ex-parlamentar é acusado do crime de coação no curso do processo. Essa tipificação ocorre quando há o emprego de violência ou grave ameaça para favorecer interesses próprios ou de terceiros contra autoridades ou partes envolvidas em uma ação judicial. Caso seja condenado, a pena prevista para este delito varia de um a quatro anos de reclusão.
A permanência prolongada no exterior já acarretou sanções severas ao ex-deputado. Devido ao excesso de faltas nas sessões da Câmara dos Deputados, Eduardo teve seu mandato cassado por abandono de cargo. Além das implicações políticas no Legislativo, ele também responde a um processo administrativo conduzido pela Polícia Federal (PF). O interrogatório marcado por Moraes representa uma etapa fundamental do rito legal, funcionando como o momento em que o investigado pode apresentar sua versão dos fatos e responder formalmente aos questionamentos da Justiça.